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O lado sombra das IPSS da Madeira (de algumas)!

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odos sabemos, ou deveríamos saber, que as famosas Instituições Particulares de Solidariedade Social da Madeira escondem um lado mais obscuro que as desvia do seu propósito de existência, das suas missões de defensoras da causa social e dos mais desfavorecidos.

Sabemos, ou deveríamos saber, que os seus dirigentes são escolhidos a dedo pelo grau de confiança ao regime. Os que melhor se colocam de cócoras. Aqueles que são estrategicamente posicionados apenas para assinar por baixo. Aqueles que têm um pescoço elástico que automaticamente abanam a cabeça com um “sim” a todos os pedidos do Governo, sem pensarem nas consequências que poderão advir desse abano.

Não são todas as IPSS, nem todos os dirigentes!

Tem cerca de 2 semanas que saiu um artigo no Diário de Notícias da Madeira a dar conta da não devolução do IVA pelo Governo da República àquelas IPSS que candidataram-se a projetos PRR e que agora andam com as “cuecas na mão” com falta de tesouraria e com a sustentabilidade financeira das suas contas depenada. O Governo Regional também não quer assumir essa despesa, apesar desse imposto ter ficado todo ele na Região. São cerca de 5 milhões.

Acho muito bem não devolverem o IVA a estas instituições. Merecem ver esse dinheiro de binóculos.

Quando os senhores dirigentes destas IPSS andaram em “reuniões secretas” com os tubarões da construção civil, com os donos das empresas fornecedoras dos materiais e equipamentos para “recheio” das suas novas ERPIS, Centros de Noite, Abrigos, Centros de Atividades, UCC, e outros, para “inquinarem” a contratação pública, tinham o perfeito conhecimento que o IVA não era devolvido pelo Estado! E deixaram-se ir na conversa e promessas dos governantes pela calada, que diziam que depois iriam arranjar forma de devolver este imposto. Esses dirigentes, alegadamente, pela bela comissão que iriam receber por cada obra e por cada compra, tiveram mais olhos que barriga.

Avançaram! A coisa está e vai dar ainda mais para o porco. Mas ainda assim, não satisfeitos, estes dirigentes, já estão a negociar, pela sombra, camas para um fim que não o que as fez ganhar financiamento do PRR, isto é, ERPIS, Lares, Centro de Noite, Abrigos, foram construídos para acolherem determinado tipo de pessoas, e agora já andam a ver se encaixam as “altas problemáticas” da saúde. Estão a perceber o que aqui anda por trás? Penso que ainda não perceberam a gravidade da situação! Existe equipamentos construídos e equipados, já com financiamento aprovado e saído no JORAM de muitos milhões de euros por parte da Segurança Social, sem um único idoso nessas respostas sociais!! E porquê? Para encaixarem “altas problemáticas”. Isto é gravíssimo!! Estão a receber por serviços não prestados uma vez que não têm um único beneficiário. Mas isto ainda não é nada.

“Altas problemáticas” não significam “problemáticas sociais”, muitos têm casa, reforma. Ai as negociatas.

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