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Amílcar Gonçalves, Albuquerque e Jesus que observem o que se passa em Almada.

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 insustentabilidade de que tanto se fala no Madeira Opina é consumir mais do que os recursos que temos, é não permitir que a natureza restaure no ponto de equilíbrio, é esgotar antes do tempo. Quando a meio do anos dizem que já consumimos os recursos que temos, significa que somos predadores, estamos a viver acima das possibilidades de uma região ou planeta, significa que vamos buscar a crédito e depois extinguimos a dialética humanos com a natureza.

Por estes dias, Almada é o centro das atenções pela falta de água, as pessoas estão furibundas, atacam a Presidente da Câmara e ao fim de contas todos querem saber de consumir e não de serem sustentáveis. A falta de coragem de limitar no equilíbrio e sustentabilidade deixar andar até ao fim.

Eu não tenho qualquer dúvida que isso se passa na Madeira, que os primeiros a ficar sem água serão os madeirenses e que o seu preço serve para que evitem de consumir e deixar em favor dos turistas, estrangeiros residentes e moradias com piscina, situação que ninguém limita. Até hoje vejo que querem que vivamos em caixas de fósforos para haver espaço para campos de golfe, empreendimentos de luxo, remetidos a espaços exíguos por causa da falta de terrenos para a construção de luxo, aí sem limites e aos milhões.

Mas quais as razões da falta de água em Almada? Para registar e pensar na Madeira (sem continuidade territorial), qualquer dia começamos a ouvir falar de dessalinizadora para a Madeira, registem, será o culminar da insustentabilidade. A vergonha, se a tiverem, para aos maus gestores que são os nossos governantes, paus mandados dos oligarcas da construção e hotelaria.

Em Almada existe consumo recorde acima da capacidade de bombeamento, o consumo é histórico. Almada atingiu o maior consumo de água dos últimos 75 anos. Ao contrário de outros municípios, Almada depende de captação própria (furos subterrâneos). A população está a consumir mais água do que aquela que os sistemas conseguem bombear fisicamente para os reservatórios, gerando um défice diário acumulado. População? Nativa, imigrantes, negócios sazonais, turismo, indústria, etc.

A Autarquia observa desvios nas suas contas da água porque também há desvios de dede, ligações clandestinas. É uma das principais causas ocultas para o disparo descontrolado do consumo. A situação retira caudal e pressão às condutas legítimas sem que os serviços consigam prever ou contabilizar o gasto na gestão da rede.

A sazonalidade do turismo e o calor, mais pessoas e as alterações climáticas a acelerar o consumo. A chegada do verão e das ondas de calor intenso multiplicam drasticamente a população flutuante (sazonal) e turística na Costa da Caparica e arredores.

Mas também existe usos não essenciais, o enchimento de piscinas privadas, a rega excessiva de jardins e a lavagem de pátios/viaturas sobrecarregaram o sistema numa altura em que os lençóis freáticos já enfrentam maior pressão. (Isto levou à proibição temporária destas atividades não essenciais sob pena de coima). Aqui nada se vê, castigam os agricultores com o preço da água. "Brilhante" ideia, sem água e sem comida.

 Apesar das críticas de que o problema de pressão no verão não é novo e arrasta-se há décadas, a verdade é que estando a investir na modernização e na abertura de novos furos de captação, a velocidade das obras não acompanhou o ritmo de crescimento populacional e imobiliário do concelho.

Vamos ter este problema na Madeira e como já vi, Amílcar Gonçalves, Miguel Albuquerque e Eduardo Jesus vão deitar as culpas aos que já têm coragem de culpar, a população que sofre com as suas políticas, elo mais fraco e fácil de culpar, nunca será o turismo massivo, as moradias com piscina, a hotelaria, (as rent-a-cars lavamos carros?) ... nada que fira os negócios na base da insustentabilidade.

De facto você madeirense é culpado, acaba sempre por validar estas políticas que depois de começar ninguém tem freio, por isso digo, vai faltar água na Madeira. E você terá a culpa.

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