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Se não tivesses ordenado de deputada que opinião terias?

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  • https://www.dnoticias.pt/2026/7/8/498276-bina-pereira-mostra-numeros-da-reducao-significativa-do-risco-de-pobreza-na-madeira/

Zelas pelo teu vencimento para não teres
o verdadeiro estado das algibeiras madeirenses.

A tática do PSD Madeira na Assembleia Legislativa atingiu contornos de pura ficção e ilusionismo político. A intervenção da deputada Bina Pereira serve perfeitamente para expor a máquina de maquilhagem estatística que o regime regional tanto gosta de usar para disfarçar a asfixia social em que a Madeira se encontra. 

A

 deputada vangloria-se de que a Madeira é "a quarta região europeia que mais reduziu a pobreza". Atirar percentagens abstratas e dados antigos adaptados à narrativa para cima da bancada parlamentar é fácil, o difícil é explicar esses números à família madeirense que vai ao supermercado e não consegue pagar um carrinho de compras básico, ou ao jovem casal que trabalha a tempo inteiro e não tem qualquer possibilidade de arrendar ou comprar uma casa digna na Região. A governação do PSD confunde, deliberadamente, a "redução do risco de pobreza" estatística, inflacionada por apoios sociais pontuais e subsídios pré-eleitorais, com a verdadeira emancipação económica e melhoria de qualidade de vida, que continua por aparecer. A deputada está na fantasia dos modelos de excelência contra a realidade dos supermercados, do alojamento, da saúde, obra do PSD-M, fábrica de pobres, com dois inchados como Albuquerque e Jesus.

A deputada vangloria-se de que a Madeira é "a quarta região europeia que mais reduziu a pobreza". Atirar percentagens abstratas e dados antigos adaptados à narrativa para cima da bancada parlamentar é fácil, o difícil é explicar esses números à família madeirense que vai ao supermercado e não consegue pagar um carrinho de compras básico, ou ao jovem casal que trabalha a tempo inteiro e não tem qualquer possibilidade de arrendar ou comprar uma casa digna na Região. A governação do PSD confunde, deliberadamente, a "redução do risco de pobreza" estatística, inflacionada por apoios sociais pontuais e subsídios pré-eleitorais com a verdadeira emancipação económica e melhoria de qualidade de vida, que continua por aparecer. Todos sabemos que ela está a pique, estamos a perder tudo, sobretudo qualidade de vida.

Bina Pereira acusa a oposição de "peneirar a realidade" quando faz papel de peneira invertida do PSD, é exatamente o PSD que faz um filtro cirúrgico aos dados. Esquecem-se de mencionar que o fosso da desigualdade na Madeira continua gritante. Por norma tudo à volta do PSD vive em abastança por uma xenofobia partidária que só governa para os do partido. Bina tinha que ser "cega". O custo de vida na Região disparou, os salários médios continuam historicamente baixos quando comparados com a inflação galopante, e a crise da habitação está a expulsar os próprios locais do mercado imobiliário. Para o PSD, o crescimento económico resume-se ao betão, ao turismo de massas e aos recordes de receitas que alimentam os mesmos de sempre, ao PIB vergonhoso dos amigos do Albuquerque. Para o cidadão comum, sobra a erosão diária do poder de compra.

Dizer que "a oposição quer que os madeirenses continuem na pobreza" é de eriçar os pêlos do **, não é apenas um argumento político pobre e gasto, é de uma enorme arrogância e total desconexão social. Revela um partido que, após décadas no poder absoluto, se recusa a aceitar qualquer escrutínio. Em vez de apresentar soluções estruturais para acabar com a dependência crónica de apoios e criar empregos com salários dignos, o PSD prefere subir à tribuna para fazer festas a si próprio com gráficos coloridos e "manchetes selecionadas" à sua medida. A Bina enferma da doença parlamentar da arrogância desconexão social, desde que tenha ordenado de deputada faz o coro da fantasia.

A propaganda oficial pode continuar a tentar maquilhar a Madeira como um oásis estatístico na Europa, mas quem vive e trabalha cá todos os dias sabe que o verniz da narrativa oficial estala assim que se sai das zonas turísticas e dos gabinetes governamentais. Oxalá acabem os subsídios europeus que sustentam o social e a pobreza, talvez intervenções destas mereçam reparos desagradáveis na rua, fora do à vontade do gangue.

O cabaz de compras na Região continua a inflacionar, o preço dos bens essenciais e do gás esmaga o orçamento familiar, e a dependência de apoios sociais e de instituições de solidariedade social (como o Banco Alimentar) desmente qualquer "oásis" estatístico vendido pelo regime. Pergunte a essas instituições como crescem os pedintes que trabalham.

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