E
m representação institucional, a elegância não depende apenas da beleza da roupa, mas sobretudo da sua adequação ao contexto. E é precisamente aí que se nota uma diferença clara entre os dois vestidos visíveis na imagem.
O vestido usado pela senhora à direita corresponde ao que se espera num evento oficial. O comprimento, o corte, a renda discreta e a tonalidade sóbria transmitem dignidade, formalidade e respeito pelo protocolo. É uma escolha equilibrada, sofisticada e apropriada para quem representa uma instituição.
Já o vestido da senhora à esquerda revela uma opção menos feliz. Apesar de elegante para um jantar, casamento ou evento social, o corte assimétrico e a bainha irregular conferem-lhe um carácter demasiado informal para uma ocasião de representação pública. A peça chama mais a atenção para si própria do que para o evento, quebrando a sobriedade que o protocolo recomenda.
Em ambientes institucionais, a regra é simples, a roupa deve servir a função e não procurar protagonismo. Quando comparadas lado a lado, as diferenças tornam-se evidentes. Enquanto a senhora à direita apresenta uma imagem compatível com a solenidade da ocasião, a escolha da senhora à esquerda parece deslocada do enquadramento protocolar e transmite uma imagem mais próxima de um evento social do que de um ato oficial.
A fotografia demonstra que nem sempre o que é elegante é necessariamente adequado. Neste caso, o vestido da direita respeita as regras clássicas da representação institucional; o da esquerda, embora não seja uma peça sem qualidade, falha no critério mais importante do protocolo, estar à altura da ocasião.
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