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A sintonizar estações...

Não leias se gostas de ser escravo, distrai-te com a ponchinha.

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A

 soma de todas as razões pertinentes deram-te pobreza e o usucapião da tua terra natal. Quem é daqui e acorda todos os dias para fazer à vida sente isto na pele. A conversa mole do regime já cansa e, para quem está atento, o cinismo é tão transparente que até dói. Mas todos reparam? por isso é importante escrever. Se não leem é ainda melhor para assistir a um povo escravo por convicção enquanto os bodes desta terra levam tudo.

Albuquerque, é mentiroso e ardiloso, basta ver o que faz aos seus que querem democracia no partido e ele quer ficar a gozar mais uns tempos de receber por ser pau mandado porque investimento próprio vai à falência com alguém que não gosta de trabalhar, é vadio e vaidoso.

Ao usarem o novo Hospital Central como escudo político é de um nível rasteiro que já nem surpreende. O Hospital é uma necessidade de todos nós, caramba! Quantos madeirenses não esperam meses e anos por uma consulta ou uma cirurgia? Ele vem aí, mais pequenos mas muito mais caro, fantástico!

Mas a tática deles é sempre a mesma e lá vem a armadilha mental, colocam a saúde como refém. Se alguém critica os meandros do projeto, os dinheiros envolvidos ou os prazos derrapados, a resposta do regime é logo "Ah, vocês estão contra o bem-estar dos madeirenses!"... que grandes FDP! Somos é contra o gamanço!

A realidade é que usam a nossa fé e a nossa necessidade mais básica para blindar negociatas de betão e favorecer os suspeitos do costume. É a mesma hipocrisia de irem todos em romaria à festa da Senhora do Monte bater no peito, enquanto por trás assinam despachos que estrangulam o orçamento público em parcerias público-privadas manhosas. Ou festejar o Natal com anúncios para amigos no JORAM em vésperas de Natal com tudo distraído.

E o Alojamento Local e a ilha que já não é nossa? O ponto crucial é a capacidade de carga, quando há exagero e implica mal estar acontece o que está a acontecer, as pessoas andam a pegar com as pedras com este turismo rasca. A nossa Madeira é uma ilha, o espaço é finito! Mas tratam isto como se fosse um elástico do Eduardinho que se pode esticar até ao infinito. Vocês não imaginam, por exemplo, a barbaridade de carros de aluguer que estão para vir para a Madeira. As previsões de AL está igual! Vamos andar à pancadaria, escrevam.

A venda da ilusão do sucesso é simples, enchem a boca com os recordes de passageiros no aeroporto e as taxas de ocupação. Mas esse dinheiro fica no bolso de quem? De meia dúzia de "tubarões" que colecionam prédios inteiros, enquanto o comum madeirense não consegue alugar um T1 no Funchal sem deixar o ordenado inteiro.

Passas no centro da cidade ou nas levadas e parece que estás num parque de diversões. Quem trabalha cá foi empurrado para as periferias. Estamos a criar uma terra de serviços precários, onde o jovem madeirense serve poncha e limpa quartos para turistas, mas nunca terá dinheiro para comprar a sua própria casa na terra onde nasceu. Turismo gera pobres e agora ainda mais quando o empresário madeirense prefere 2 imigrantes pelo preço de um madeirense. Claro que depois ninguém fiscaliza porque está tudo feito.

Depois vem a piada de mau gosto, quando se fala em regular o AL ou pôr travão ao turismo selvagem, os gajos atiram logo com o fantasma do desemprego e da crise económica. “Ai que não há volta a dar, ai que se vão perder postos de trabalho!”

Pois com certeza! Criaram uma economia totalmente dependente de um único setor, destruíram a agricultura, desvalorizaram as pescas, criaram monopólios em tudo e agora dizem que estamos condenados a aceitar as migalhas do turismo porque "não há alternativa". Isto não é fatalismo, isto foi planeado para manter o povo manso e dependente do subsídio e do favor do regime.

Tudo na Madeira é mais caro, o supermercado, a habitação, os materiais de construção. Dizem que a culpa é do frete marítimo e de sermos uma ilha. Mas engraçado que para o betão, para os grandes eventos e para o luxo, a insularidade nunca é desculpa para nada.

Quem manda nos barcos e nas mercadorias que entram na ilha? Pois. O custo de vida não baixa porque o mercado está cartelizado. O madeirense paga o "imposto" invisível para sustentar os monopólios protegidos pelo governo regional.

Mudam-se as moscas, mas a m**** é a mesma. Pintam a manta com "novas lideranças" e "crises políticas" encenadas, mas vais a ver e os interesses económicos por trás do pano continuam intocáveis. O PSD é um clube de palhaços domesticados a mando de oligarcas.

A verdade é que a Madeira está a ser vendida ao retalho. Se não começarmos a falar alto sobre isto e a desmontar esta narrativa intoxicada, daqui a uns anos os madeirenses são apenas os figurantes que limpam o chão da ilha dos outros.

Está mais do que na hora de acordar!

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