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A sintonizar estações...

Não sei quem se ri ou quem chora.

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O JPP deita por terra toda a sua estatura política.

O

s mesmos que a puseram lá em cima, fazem-na descer. Às vezes não sei se a comunicação social escolheu por ser mais fácil de tombar o JPP. Alguém não acredita que a comunicação social é braço armado do PSD? Mas nada disto é possível sem argumentos.

Visto agora, Paulo Alves deve estar agridoce, o preterido vê sereno a barraca, faria diferente ou isto é daquelas emboscadas políticas aos eleitos. O povo é sonso. O Élvio Sousa que até queria outro candidato, também deve estar agridoce, mas agora vai apanhar pela medida grande no Parlamento. A Justiça para isto vai andar depressa, ou não vai para não ser contagiada pela mesma suspeição sobre a comunicação social?

Se Santa Cruz é o bastião, ao perder, o que fica da JPP no resto da Região onde custa a penetrar? Como vai reagir o eleitorado do Funchal? Outro que simpatiza com o JPP... porque é que todos são iguais, é assim que o PSD gosta... e ganha

O JPP nunca se deu conta que há algo mais do que comunicados de imprensa condicionados, bater todas as festas, dar show no Parlamento?

Será que isto é urdido pelos insatisfeitos do mandato anterior? Quantos trunfos tinham à disposição? Entre irmãos e partidos não falta fruta, sem esquecer as toupeiras do jornalismo

O Chega deve estar a sorrir, quando até no Mercado do Santo não souberam estar e o Chega anda de boca em boca.

Com a sofreguidão regional do sistema tresloucado, a oposição consegue apoiar com o seu demérito, o PS não se vê, onde anda a Célia? O Chega borrou-se em São Vicente e agora o JPP no seu bastião. O PSD vence na lama.

Ainda ninguém saiu a terreiro para explicar alguma coisa? A Élia, o Élvio, a Presidente do Partido, o Filipe, aprendam com o Chega nacional, dá logo xeque-mate e sobe outro, é que há nomes fortes para aguentar o barco. Não contem que a comunicação social amiga assobie para o lado, como faz com o PSD.

Se fizeram amigos é hora de bater à porta, se a arrogância da vitória afastou fica bem mais difícil.

Vamos ver se o JPP consegue transformar um mau momento num bom momento fazendo diferente do PSD Madeira. É a história de sempre na nossa terra, mas agora com um enredo e uma linguagem que deixam qualquer um de boca aberta.

Não sei porquê, lembrei-me de Carlos Rodrigues na ALRAM, no episódio do fundo do mar.

Em concreto...

Na Madeira, já nos fomos habituando a ver casos e casinhos de suspeitas na política local, até temos "bananos" por resolver, mas esta notícia sobre a constituição de arguida de Élia Ascensão no processo dos concursos da Câmara de Santa Cruz consegue ter contornos inacreditáveis. O que mais salta à vista nem é só a gravidade das suspeitas, falsificação de documentos e abuso de poder para aldrabar concursos públicos e meter "os seus" nas vagas, é mesmo a desfaçatez do grupo de WhatsApp com o nome "Babes dos PCC".

A forma como conversavam às escâncaras sobre "apertar com este concurso", pôr testes com "rasteiras" ou inventar "falsamente anotações" para excluir quem vinha de fora e garantir a vaga a quem eles queriam é a prova provada de como a coisa pública continua a ser tratada, por muitos, como se fosse o quintal de sua casa. O tal "apadrinhamento" e o "cunhadio" que tanto se criticava nos outros parecem afinal ter assentado arraiais na autarquia que se dizia a alternativa.

A justiça terá de fazer o seu trabalho e determinar as responsabilidades criminais, mas do ponto de vista político e de ética pública, o cenário é miserável. Ver o Ministério Público e a juíza apontarem o "forte perigo de continuação da atividade criminosa" para suspender funcionárias de funções mostra bem a gravidade da teia que ali se montou. A população de Santa Cruz, e da Madeira em gera, merece instituições limpas, onde os jovens e os trabalhadores entrem pelo seu próprio mérito e não por terem o "padrinho" certo a controlar as rasteiras das provas no WhatsApp.

Toda esta narração é uma suspeição, naturalmente. mas como sempre fere.

Jovens, entretanto, emigrem, esta não é terra de mérito, antes do demérito. Não há concursos idóneos na Madeira.

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