Com estes terroristas imobiliários o funeral do Funchal é como o do Aiatolá, levará 3 meses e o povo estará capaz de aceitar mamarrachos. Porque não lembrar Óscar Niemeyer e a sua maneira de ver o anfiteatro do Funchal, uma arquitetura como gestora de vistas.
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Contudo, se não tivéssemos overtourism e estrangeiros para subir o custo de vida, se calhar as casas encerravam como as escolas por falta de gente. Quero com isto dizer que poderia ter chegado mais turismo e residentes mas não esta bandalheira criada pelo incompetente Eduardo Jesus e o mais olhos que barriga chamado de Albuquerque.
A resposta não é nova, mas urge ser resgatada, é esquecida de propósito e já temos o binómio entre o Niemeyer de então em comparação com o mamarracho do pato bravo do Farinha, Savoy., o Presidente da Madeira e dos paus de fieira que pagam os contribuintes. Ela foi gravada no betão branco e nas curvas do complexo do Pestana Casino Park, desenhado em 1966 por um dos maiores génios da arquitetura mundial, o brasileiro Oscar Niemeyer. Depois o orangotango da nova selva investiu-se do hora de burro que sabe tudo.
Integrar em vez de impor não é pensamento de ricos sem escola nem berço. O pato bravo gosta de exibir-se. O respeito absoluto pela topografia e pela identidade visual da nossa ilha foi a premissa que norteou a passagem do mestre Niemeyer pela Madeira. Que sorte de exemplo tivemos. Niemeyer não olhou para a falésia da antiga Quinta Vigia como uma tela em branco para impor o seu ego, mas sim como um espaço de diálogo. Como bem descreve a análise à sua obra:
O complexo foi desenhado para abraçar e dialogar com o magnífico anfiteatro natural da baía do Funchal. Situado no topo de uma falésia, o conjunto não se impõe de forma agressiva sobre a paisagem; pelo contrário, as suas linhas sinuosas e orgânicas fluem como se fizessem parte da própria encosta.
Essa delicadeza de contornos é o que permite ao edifício respirar e fazer parte do postal da cidade, sem nunca o canibalizar. O betão, tantas vezes criticado pela sua agressividade visual noutras paragens da nossa costa, ali flutua:
A leveza do betão branco, erguido sobre pilotis, permite que a vista da montanha e do oceano permaneça desimpedida, criando uma transição poética e contínua entre o espaço construído e a exuberância da natureza madeirense.
Nas suas notas de viagem, registadas na obra "Quase Memórias: Viagens, Tempos de Entusiasmo e Revolta" (1968), o próprio Oscar Niemeyer detalhou o cuidado cirúrgico que a nossa terra exige de quem ousa projetar sobre ela:
Localizado num belo parque junto ao mar, o projecto do hotel na ilha da Madeira exigia condições especiais. Primeiro, que a construção não cortasse a vista do oceano; segundo, que aproveitasse o panorama magnífico, adaptando-se à arborização existente.
Esta citação devia ser obrigatória em qualquer gabinete de planeamento urbanístico na Região. Niemeyer compreendeu que o verdadeiro património do Funchal é a sua paisagem. Para o arquiteto, as árvores centenárias e a linha de horizonte do Atlântico tinham tanto ou mais valor do que as fundações do próprio edifício.
Que triste tempo de ignorantes vivemos, vendidos e ricos bestas que se acham donos da Madeira por ter criados no Governo da Madeira que lhes labem o que for preciso...
Para salvaguardar esse património vegetal e visual, Niemeyer justificou:
Daí a posição do bloco, perpendicular à avenida e a localização do cassino e do cinema aproveitando os espaços livres de vegetação.
Nem com lições vivas para o futuro do Funchal se respeitamos as regras que geram harmonia. A besta do parto bravo do betão acha-se mais do que os outros, porque está rico com 50 anos de contribuintes escravizados e empobrecidos pelo Governo Regional ... para produzir um rico nefasto e acusado. O maior velhaco é como gente menor que é só se manifesta assim através do Presidente fantoche. Mais contrução que ainda não é suficiente. Gajo tão importante e só sabe jogar cimento para a parede e fazer camas quando se discute Inteligência Artificial. Pudera, ele tem a "genial".
A grande lição que Niemeyer nos deixou no Funchal é a de que a arquitetura deve ser um "gestor de vistas".
Construir numa encosta de declives acentuados não pode significar erguer autênticas muralhas paralelas à costa que privatizam o mar e tapam a montanha. Projetar na Madeira exige a inteligência de construir na perpendicular, abrindo canais visuais; exige a elevação de estruturas sobre colunas (pilotis) para deixar o olhar e o verde circular; e exige o uso da curva para dialogar com as nossas ribeiras e falésias.
Precisamos de voltar a olhar para o Casino Park não apenas como um ponto turístico ou um marco histórico, mas como um manual de boas práticas de ordenamento do território. Só respeitando a escala e a beleza do nosso anfiteatro natural garantiremos que o Funchal continue a ser a cidade poética que encantou o mundo e o próprio Niemeyer.
O Funchal é o Casino Park, a besta é o Savoy, quantos mais depois de legitimado? Quanto tempo mais viveremos em paz social com estes registos?
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