16/07/2026, 9:23:52 Atraímos pobreza com o modelo económico.
Enquanto ainda estudam os esquemas dos preços dos combustíveis, que parecem renovar o stock todo do dia para a noite (então as reservas não existem até serem substituídas por novo?), vem mais uma pancada para a semana no continente e, daqui a duas semanas, sai o título no DN daqui de combustível mais barato do que no continente... a manchete de hoje DN-LX diz "Portugal mais pobre e mais longe da Europa". Lei e vejo os jovens portugueses formados a emigrar para chegar "cheap people" para o turismo. Isto traduz de forma crua o impacto do recente ajuste estatístico do INE, que, ao atualizar a população residente após os fluxos migratórios positivos, acabou por fazer tombar matematicamente o PIB per capita nacional de 81% para 76,2% da média da União Europeia. Curioso que na Madeira o PIB dos amigos do Albuquerque não mexe. Embora a economia não tenha produzido menos riqueza em termos absolutos, este recuo no indicador de Paridade de Poder de Compra atira Portugal para o sexto lugar dos países mais pobres do bloco europeu, acendendo os alertas sobre o risco real de fixarmo-nos permanentemente na cauda da Europa. E as políticas que implementam vai piorar a situação. O título reflete a frustração de um país que se vê ultrapassado por economias do antigo bloco de leste e que continua a lidar com uma forte crise no custo de vida, baixos salários e uma persistente taxa de risco de pobreza. A receita de Albuquerque não mexe no PIB? A expressão "mais longe da Europa" funciona como um duro golpe psicológico e político, expondo a nossa incapacidade crónica de convergência estrutural e transformando o sonho da coesão europeia numa meta que parece fugir de nós sempre que tentamos aproximar-nos dela. Na Madeira a DRE e o DN resolvem isso.
- N.º casas na Madeira: 135.000 (arredondado para baixo; não esquecer que existem casas que não estão registadas, outras que estão registadas como palheiros, pois receberam fundos europeus ilicitamente. Na verdade, as estimativas apontariam umas 150.000, pelo menos, mas vamos utilizar os dados oficiais)
- N.º de agregados familiares na Madeira: 95.000 (arredondado para cima)
- Resultado: existem mais de 40.000 habitações a mais do que agregados familiares.
Ora, os diversos papagaios pseudo-doutrinários que por aí deambulam têm a Lei da Oferta e Procura na ponta da língua mas tal parolada não sabe das diversas formas de manipular tal Lei. Serve o caso em concreto da habitação para perceber isso - há aqui manipulação grave. Pela Oferta e Procura, OS SENHORIOS DEVERIAM ANDAR ATRÁS DE INQUILINOS PARA ARRENDAR!!! Portanto, esta realidade que temos não faz sentido, andam a criar uma falsa escassez para que os abutres da corrupção e especulação chupem o sangue de quem trabalha. Um povo que aceita isto é um povo que não é digno da Madeira e dos nossos Ancestrais. ACORDEM!!!
17/07/2026, 11:51:25
O problema do tráfico de drogas. O Atlântico está a transformar‑se numa autoestrada para o tráfico internacional de cocaína, e Portugal, especialmente Açores e Madeira, está no centro desta rota sem que o país perceba a gravidade do problema. As redes criminosas usam embarcações rápidas, difíceis de detetar por radar, abastecidas no mar e apoiadas por logística profissional. A vigilância marítima e militar é insuficiente, e a única forma eficaz de interceção são meios aéreos, que Portugal e a UE raramente tem disponíveis. Ao mesmo tempo, a oferta de cocaína na Europa está a aumentar, a pureza está mais alta e os preços estão a descer, sinais claros de que toneladas estão a entrar no continente. Países como Holanda, Bélgica e França já enfrentam violência extrema ligada ao tráfico. Portugal ainda não está nesse ponto, mas está na rota que alimenta esses mercados. Ignorar isto é abrir a porta ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à infiltração em setores económicos e políticos. É preciso discutir o tema com urgência, reforçar meios de vigilância e fechar brechas legais que permitem a operação destas redes. O problema está a crescer, fingir que não existe só o torna maior.
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