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gitam-se as hostes laranja por um alegado caso de favorecimento em concurso público, em Santa Cruz, para o preenchimento de vagas de emprego naquele município. Em causa estão três funcionários que terão partilhado informações que, alegadamente, beneficiaram concorrentes aos referidos postos de trabalho.
O objetivo de todo este frenesim pouco tem a ver com os funcionários em questão, servindo antes para forçar uma narrativa que atinja o JPP, a força política que está à frente dos destinos do município santa-cruzense.
O PSD, que faz deste tipo de práticas, de concursos "martelados", um modo de vida há 50 anos, vem agora colocar a lupa num alegado caso de favorecimento em Santa Cruz. É caso para citar Jesus Cristo quando denunciou a hipocrisia com a célebre metáfora: "Coais o mosquito e engolis o camelo!" (Mateus 23:24). Afinal, é precisamente o legado do PSD que faz com que qualquer concurso público na região pareça, à partida, suspeito.
Como é fácil de ver, existe a presunção de inocência, e o estatuto de arguido serve para garantir a defesa do visado. Isto é perfeitamente normal em democracia, como reiteradamente tem defendido Miguel Albuquerque — também ele arguido num processo judicial (este sim, com um "sumo" muito mais suculento do que a situação das funcionárias da Câmara de Santa Cruz). A esquizofrenia política tem destas coisas, expondo uma gritante dualidade de critérios.
Mas há uma diferença fundamental nestas situações: as funcionárias da autarquia não têm imunidades para fugir ao escrutínio judicial...
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