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A contestação foca-se não apenas na destruição da paisagem e na ameaça a espécies protegidas como a freira-da-madeira, mas também na lógica económica da concessão. Denúncias indicam que o contrato prevê rendas de apenas 2.000 euros mensais, quando estudos de viabilidade encomendados pelo próprio governo sugeriam valores substancialmente superiores. Este cenário, descrito por alguns como uma "negociata" e por outros como um "devaneio de governantes", tornou-se o símbolo perfeito da "peta" institucional, um projeto que promete benefícios de 400 milhões de euros para a região mas que, na prática, parece beneficiar apenas o concessionário privado.
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