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Portanto, tal como jornalistas e seguidistas não se cansam em fazer campanha pelo regime porque senão desciam do pedestal, este artista, sempre o mesmo a defender o turismo massificado que destrói recursos, faz excesso de carga na natureza, supera as infraestruturas (lixo, rede viária, ETARs, consumo de água disponível, etc), tem por missão conservar a sua vidinha, mas as Madeira e os madeirenses pagam com insustentabilidade e custos, quem nem um nem outro têm forma de pagar, porque regenerar e ganhar dinheiro ficam aquém dos exageros.
Mais uma vez o autor da massificação escreve, desta vez, o argumento central é a desmistificação da culpa. Em vez de focar na "pegada" do turista, o texto aponta o dedo à gestão política e empresarial. Concordo que o culpado número um é um ex-aequo, Albuquerque e Jesus, porque é da decisão deles para satisfazer oligarcas que nasce tudo. Podemos dividir os pontos fundamentais desta problemática em três pilares:
1. Responsabilidade Política e Gestão
O texto argumenta que problemas como o PDM (Plano Diretor Municipal), o custo da habitação e os baixos salários são decisões administrativas e não consequências inevitáveis da presença de visitantes.
Ponto de Reflexão: A pressão turística é o motor do aumento de preços, ou é a falta de regulação desse motor que causa o estrago? As entidades que fiscalizam não tocam nos oligarcas. Houve pedagogia nessa matéria. Lembram-se da primeira versão de Eduardo Jesus que foi despedido por um oligarca monopolista dos transportes? E que o valentão dos discursos, o inflamado "seja contra quem for" nos portos, na primeira tomada de posse no PSD quando susbtituíu Jardim, meteu o rabo entre as pernas e calou-se para sempre, usando Jesus para haver um culpado e a oligarquia não lhe tirar o tapete?
2. Economia Circular vs. Concentração de Lucro
Há uma defesa clara do Alojamento Local (AL) e dos pequenos negócios, portanto o autor dos textos de pro turismo massificado deve andar perto dos abusos dos ALs que criam gentrificação e desassossega quem paga caro para ter teto sossegado. O argumento é que o "turismo de rua" distribui a riqueza, enquanto o modelo de grandes unidades hoteleiras tende a reter o lucro e a "exportá-lo" ou concentrá-lo. Olhe diga ao Albuquerque para construir áreas de campismo como constrói campos de golfe.
Ponto de Reflexão: Como equilibrar a necessidade de grandes investimentos (que geram volume de emprego) com a sobrevivência do comércio de bairro?
3. Falhas de Infraestrutura
A crítica à falta de estacionamento, casas de banho e sinalização redireciona a frustração do residente. O problema não seria haver "gente a mais", mas sim haver "preparação a menos".
Ponto de Reflexão: Porque não foi buscar as ETARs subdimensionadas a debitar água contaminada só com tratamento primário. E mesmo assim aparecem "algas" a boiar no Lido. Porque é que não falou da Meia Serra que a breve trecho fica subdimensionada e precisa de ser ampliada? Porque não falou do encarecimento da água em terra de água para os madeirenses para que estes não gastem e haja para quem tem muito mais dinheiro para gastar em piscinas a metro e num turismo massificado que consome duas a três vezes mais?
Embora o turista não dite o salário, a massificação descontrolada cria uma pressão física que nenhuma infraestrutura consegue acompanhar sem descaracterizar o local. O desafio é: como mudar o modelo sem asfixiar a principal fonte de receita da região? O problema é que nada vai mudar sem uma catástrofe que torne irrefutável a verdade que alguns tentam dizer mas que a ganância cega.
Comecem a acordar todos para o mal que estão a fazer à Madeira e aos madeirenses, sei bem como isto funciona, recuem enquanto é tempo porque depois sei como é, ficam calados como ratos e não dão a razão a quem tinha. No fundo são iguais ao poder quando faz asneiras e espera que as pessoas esqueçam.
As pessoas que dizem a verdade, quando desistirem, terão o mesmo reflexo que a reforma de João Egídio na Festa da flor, por outro lado, chegar ao desprezo significa ficar insensível aos erros e até corroborar para ver o fim mais depressa.
Se querem debater seriamente não se viciem como o poder com meias verdades e inverdades, senão qualquer dia querem mais autonomia mas as culpas de tudo são de Lisboa, como agora a Saúde.
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