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A sintonizar estações...

Números e não quadros, a "empatia" verde.

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 JPP está a perder empatia na justa proporção em que é dono da razão e não ouve, na forma como uma parte dos seus militantes se tornaram iguais aos do PSD, nos seus fundamentalismos e nas conversas surdas que fazem desligar.

O JPP já tem o problema do PS-M, quando alguns ganham o seu emprego na política parece que é para sempre e unem-se numa caixinha dos mesmos que mandam e gerem tudo, chutando para fora boas incorporações, opiniões e alternativas que fariam o partido crescer. às vezes penso que chegaram ao limite inconsciente da aventura embevecidos pelo maior grupo parlamentar da oposição. Em certa medida é preciso pensar como é que um partido tão zeloso nas incorporações faria se de repente tivesse formar Governo? Seriam os cabecilhas com o motor do PSD? É por isso as aproximações sinistras?

O JPP é cada vez mais parecido com o PSD, ou melhor, parece um Chega que incorpora ex-militantes do PSD mas com a vantagem de ausência ideológica que convida destacadas figuras do PSD, para ter a ideologia de Povo Superior que intoxica as mentes. O JPP já é Povo Superior e o primeiro sintoma é não ouvir.

A partir daqui nasce a mobilização ao contrário e as críticas que lhe fazem ganham eco.

O JPP já está na onda de mediocridade do PSD, antes um seguidista do que um inconveniente pensante, bons elementos trazem o medo de cada um perder o lugar e prevalece a vontade do grupo dominante que, à semelhança do PS, se vão ajeitando entre si. É aqui que se para de crescer num partido já de si com medo de crescer. Os votos podem crescer mas o núcleo não incorpora.

À medida que defrauda expectativas, as pessoas deixam de ter expectativas, passando à indiferença por saber o que a casa gasta. A casa faz-se nos tempos mortos, no tempo natural, e não quando perto de eleições todos ficam queridos.

É legitimo que as pessoas não queiram ser iranianos, do tipo mandados por Trump para derrubar o regime mas depois falhar o apoio, é mais seguro bajular o poder, como fazem a Trump, enquanto esperam que algo de novo aconteça.

Por outro lado, o JPP anda embevecido pela sua vertente parlamentar com a proximidade de diálogo com o PSD ignorando que cresceu por ser alternativa, por dar combate com os seus e por ser justamente inconveniente, mas afastando-se dos inconvenientes que lhe apontam falhas e defeitos. A comunhão com o PSD passa por uma mesma atitude que acaba por destacar o que diz o PSD nos seus eventos e não rodando as suas figuras com ideias próprias.

Com estas atitudes o JPP nunca adicionará bons quadros, mas a mesma trupe de seguidistas do PSD. O JPP agora quer mais número e não quadros. O combate verde está a esmorecer em momentos repetitivos por falta de incorporação...

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