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Curtas e Dolosas

Moderação 0
16/06/2026, 23:16:29
Como pretendo viver na Madeira só me resta desejar o mal à minha própria terra para ver se tenho direito a viver! Parece uma conversa idiota? Quanto mais depressa rebentar a bolha imobiliária mais depressa acaba esta insensibilidade total com os madeirenses. Desejo infortúnio a toda esta classe de empresários do PSD que estão a DESTRUIR A MADEIRA! Estão numa expulsão silenciosa dos madeirenses da sua própria terra, asfixiados por um mercado imobiliário completamente selvagem e inacessível. A Região caminha a passos largos para se tornar um feudo exclusivo para o capital estrangeiro, o Funchal regista uma media astronómica de 3.269 €/m² na habitação e a fasquia regional a fixar-se nos 2.512 €/m², valores que esmagam qualquer hipótese de futuro para quem cá nasceu e trabalha. Enquanto Portugal lidera a valorização imobiliária europeia com uma subida de 16,3%, a Madeira consegue a proeza de amplificar este drama, colocando-se bem acima da média nacional e ignorando a escala de salários locais. Como não desejar mal aos nossos governantes sodomizados pela ganância destes empresários que de facto governa a Madeira? Este Governo escolheu abdicar do seu povo para enriquecer os suspeitos do costume. Que rebente logo essa bolha imobiliária.

17/06/2026, 1:51:58
Há uma gritante inversão de valores na Madeira e que ganha contornos de escárnio quando olhamos para a realidade da nossa administração pública, onde se instalou uma cultura de total impunidade institucional. Assistimos ao bizarro fenómeno de um diretor de serviços que, mesmo depois de ser condenado pelo tribunal, pelo crime de abuso de poder, continua impávido e sereno a exercer as suas funções na Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas. Na Madeira de Albuquerque, ninguém que seja acusado, condenado ou manifestamente incompetente assume a responsabilidade política de se demitir, e muito menos encontra uma tutela com a coragem de o demitir. Em vez disso, a resposta padrão é a "avaliação interna" e a burocracia protelatória. Deixa andar e esquecer, ou sai daqui e mete-se ali. Tornámo-nos numa ilha que acumula e premeia incompetentes, arguidos e errantes que deambulam pelos corredores do poder sem escrutínio. E no fim, enquanto o tecido ético regional se desmorona numa teia de compadrio, o regime ainda tem o desplante de bater no peito e apregoar, com o cinismo habitual, que "somos os melhores do mundo". Tem lógica que todos os casos novos que surjam exijam o mesmo tratamento, porque os máximos responsáveis não são exemplo.


17/06/2026, 3:09:21 UMa M**** !
A UMa que tem o exemplo do Guilherme Silva recusa-se a aplicar o salário mínimo regional aos seus próprios trabalhadores, preferindo indexar os vencimentos à bitola nacional, mais baixa. A Reitoria não hesita em estender a mão para receber os apoios financeiros do Governo Regional, mas, na hora de pagar a quem trabalha, vira as costas aos diplomas da terra e vai para o tribunal invocar a inconstitucionalidade das leis madeirenses. Hipócritas.  Figuras intocáveis do regime, como Guilherme Silva, usufruem de estatutos e benesses incompreensíveis, enquanto a base trabalhadora é despromovida ao esmagamento salarial. Se aqueles que deviam formar as mentes do futuro são os primeiros a espezinhar os direitos laborais regionais, fica claro que a podridão do sistema já escalou os muros da academia.
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