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ETAR do Lazareto, a obra "nova" que já nasceu obsoleta.

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CMF inaugura Estação de Tratamento Primário do Lazareto –  ETAR Funchal.

  • https://www.funchal.pt/cmf-inaugura-estacao-de-tratamento-primario-do-lazareto-etar-funchal/

S

e você lê o Madeira Opina como eu está a pensar no mesmo! Se você está minimamente atento sabe que as nossas ETARs não comportam a quantidade de dejetos que se produzem. Já era difícil com a regularidade do turismo que havia, agora é um Deus nos acuda!

O que todos dizem, ETARs mal dimensionadas e com tratamento primário, mas os políticos vendem como a melhor coisa do mundo e os jornalistas publicam sem tirar a limpo na ocasião, ai deles. Depois vem a verdade, depois de usarem a obra para campanha eleitoral, descobre-se a 3 anos de distância de outras eleições o que são pela boca de um deputado nacional. Até parece o Tribunal Europeu, tem de ser sempre alguém de fora.

Portanto, a unidade inaugurada em junho do ano passado, com um custo superior a 17 milhões de euros, está a ser criticada por ser tecnicamente insuficiente e já estar no seu limite de capacidade! Brilhante! Uma ETAR nova, abaixo do tratamento exigido, e daqui a pouco, com o Eduardo Jesus a encher isto de gente, vai verter "porcaria" no Lazareto como acontece ao lado do Lido?

Apesar de ser apresentada como uma solução moderna, a ETAR faz apenas o tratamento primário (o mais básico), o que desiludiu especialistas e deputados da Comissão de Ambiente. Mas mais grave num investimento recente, a unidade corre o risco de se tornar obsoleta em breve, uma vez que as novas diretivas da União Europeia (aprovadas no final de 2024) exigem tratamentos secundários e terciários muito mais rigorosos.

Isto não é nada responsável, o Lazareto já está a trabalhar na sua capacidade máxima, tratando cerca de 30 mil metros cúbicos de águas sujas diariamente, com o volume de resíduos a aumentar constantemente. A autarquia defende-se dizendo que "à época era o que era exigido", mas a verdade é que se investiram milhões numa estrutura sem visão de futuro, apenas para cumprir prazos políticos e inaugurar antes das eleições

Ainda bem que o ciclo político da "obra de fachada" está bem, primeiro ignorou a realidade técnica em favor do calendário eleitoral, agora descobre-se o problema (com um deputado nacional) com 3 anos pela frente para o eleitorado esquecer.

Ainda bem que o Calado vai regressar para fazer mais destas!

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