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Mas há um pormenor grave que desvendarei no fim.
A obra, que deveria estar concluída em 2026, tem agora como nova meta o ano de 2030. Ganda desvio, medo de repetir o caso "Marina do Lugar de Baixo" ou que acabe num Tecnopólo requentado? Segundo a Secretaria Regional de Equipamentos e Infraestruturas, o desenho original vai sofrer alterações funcionais substanciais para garantir que o espaço tenha capacidade para mais de 600 pessoas e se torne uma referência internacional com acústica de excelência, alterando a organização, área e volume da sala principal. Atualmente, apenas a primeira fase de escavação e contenção periférica está concluída.
E não é da escavação que nascem os alicerces da configuração da sala? Aqui já deu despesa para corrigir.
Esta reformulação afasta a ideia original de criar um complexo multiusos com várias salas de ensaio, galeria de arte, restaurante e café-concerto, passando o foco a ser uma "adaptação de raiz" direcionada para uma sala única que sirva todos os tipos de música, desde orquestras sinfónicas a recitais de piano solo.
Felizmente, o efeito "vilhão" está a ser atenuado. Mas não é o suficiente.
As peças do procedimento para os novos concursos de especialidades e arquitetura estão a ser preparadas, a Orquestra Clássica da Madeira continua a aguardar desesperadamente por uma nova casa, mantendo-se provisoriamente nas instalações da Travessa das Capuchinhas, um edifício da Região que acusa a passagem do tempo e falta de investimento. A Orquestra dá opinião ou só o verdadeiro Presidente do Governo que vai à frente nas obras. Eles já decidiu a localização do novo hospital por lhe dar mais lucro. A obra, o desaterro e a pedra.
Nota-se que há mais dinheiro deitado fora? Projectos. E a propaganda cai e novo redonda, as fake news oficiais que saem na comunicação social sem qualquer crivo. As redes sociais são imenso lugar de liberdade.
O histórico financeiro do projeto revela constantes adiamentos e cortes orçamentais significativos. Em 2023, o Governo previa investir mais de 19 milhões de euros através do programa Madeira 2030, um valor que chegou a disparar para quase 50 milhões de euros nos planos de 2024 (com forte cofinanciamento europeu que acabou por não se concretizar). O empreiteiro não vai falhar na soma que pretende. O problema é a Europa começar a centralizar o dinheiro.
Tal como o Montenegro paga o Hospital Novo pelos valores de Albuquerque, os madeirenses há 50 anos que têm essa sina.
No PIDDAR para este ano de 2026, a verba foi drasticamente reduzida, reservando apenas cerca de 3,8 milhões de euros para o projeto. Reduzida? Sempre a somar. O secretário regional admite que o calendário financeiro atual não acompanha as necessidades da obra nesta fase de transição, tornando o horizonte de 2030 um desafio complexo. A "batatinha" virá.
No meio de tanto erro e despesa, ainda ninguém notou que ficará no lugar errado!? Do que mais se falou ninguém acata. Este é um projecto idiota.
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