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Alguém está a reparar na sucessão de más notícias?

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 ex-ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, apresentou a sua demissão em fevereiro de 2026, assumindo formalmente que já não dispunha das condições pessoais, técnicas e políticas necessárias para continuar a governar. A sua saída foi precipitada pelas fortes críticas à gestão operacional e à severa falta de comunicação do Ministério perante o rasto de destruição deixado pelo comboio de tempestades no país, nomeadamente a depressão Kristin. Ao justificar o seu afastamento com uma evidente "perda de autoridade" e falta de conhecimentos técnicos para o cargo, a governante acabou por ceder à pressão política e sindical na véspera de um debate parlamentar crucial sobre o mau tempo.

Esta notícia, com esta clareza, confirma como muita gente é escolhida para tomar conta de um país por proximidade partidária. O problema é que acho que ela não é a única, apesar de Montenegro estar munido de um anão publicitário.

O panorama social e económico em Portugal neste último mês tem sido marcado por uma sequência de más notícias e sinais de alerta em sectores estruturais, que vão desde as contas públicas à Educação e à Saúde.

Após um período de excedentes que serviu de bandeira política, as contas públicas voltaram a derrapar. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que Portugal arrancou o ano com um défice de 0,7% do PIB no primeiro trimestre.  O motivo foi o ritmo de crescimento da despesa pública (que subiu 7,9%) ultrapassou significativamente o crescimento da receita (que ficou pelos 6%). Isto pressiona as metas orçamentais e reascende o debate sobre o descontrolo dos gastos do Estado.  

Estamos neste momento a viver os problemas da introdução do novo modelo de correção digital das provas do 12.º ano (como o exame nacional de Português) que se transformou num autêntico pesadelo logístico e gera uma enorme polémica. Os Sindicatos e professores já tinham avisado que as infraestruturas de internet nas escolas "deixavam muito a desejar". O processo exige a digitalização física das folhas manuscritas dos alunos e a sua distribuição fragmentada e anónima por uma plataforma informática. A operação de transporte e recolha de segurança exigiu um esforço brutal das forças de segurança (PSP e GNR), muito superior aos anos anteriores. Os professores queixam-se de falta de transparência, perda de contexto pedagógico na avaliação ao corrigirem perguntas isoladas, e teme-se que a fiabilidade das notas fique beliscada, gerando ansiedade nas famílias.  

Temos ainda a própria Ministra da Saúde que admitiu publicamente que vários investimentos na saúde correm o risco real de perder fundos do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), devido a atrasos crónicos na execução das obras e projetos planeados. Um relatório recente ("Saúde do Cérebro em Portugal") traçou um cenário negro: mais de metade dos portugueses sofrerá de uma doença neurológica ou mental ao longo da vida. Este problema estrutural já custa diretamente ao país mais de 4,7 mil milhões de euros por ano, num sistema de cuidados primários e hospitalares completamente entupido e sem capacidade de resposta articulada.  

No passado fim de semana, no congresso do PSD, duas ministras das mais focadas foram aplaudidas de pé, começo a pensar que isto é fé no descalabro e na propaganda. Só falei de até um mês para trás nem falei das negociações do pacote laboral e da PSU.

Com uma crise a caminho o eleitorado vai cair na real, o PSD não é partido do povo, é da burguesia, dos empresários, das elites e maçonarias. E não tem os quadros que se pensa!

Nota: a entrevista do Ministro dos Negócios Estrangeiros ontem voltou a mostrar que tipo de pessoa é, não deveria estar no governo, é melhor mandá-lo fazer "ésses" ébrios para Bruxelas.
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