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Ao Dr. Miguel Albuquerque

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Há preços para viabilizar o Golfe, mas não para viabilizar Jovens. Emigra!

H

á decisões que revelam mais do que incompetência, revelam desligamento total da realidade. A ARM, ao cobrar valores absolutamente absurdos a um jovem apenas para instalar um contador de água, mostra exatamente isso, uma gestão que perdeu o norte, o bom senso e a noção de serviço público.

É inaceitável que, numa região onde tanto se fala de fixar jovens, apoiar famílias e facilitar o acesso à habitação, a própria empresa pública responsável por um bem essencial imponha custos que ultrapassam qualquer lógica. Não estamos a falar de luxo, de caprichos ou de obras complexas. Estamos a falar de ligar água, o mínimo dos mínimos para alguém poder viver com dignidade.

Quando um jovem, que tenta construir a sua vida, é confrontado com taxas que chegam a valores incomportáveis, a mensagem da ARM é clara: “Desenrasca‑te. O problema é teu.” “Esta terra é só para turistas” … EMIGRA PÁ!!!

E isto é vergonhoso!!!

A água é um direito básico. A ligação à rede pública deveria ser um procedimento simples, transparente e acessível. Mas a ARM transformou-o num processo kafkiano, onde cada passo parece pensado para dificultar, atrasar e cobrar o máximo possível. Não há proporcionalidade, não há critério social, não há sensibilidade. Nem sequer pagamento faseado…nada!. Há apenas uma máquina burocrática que funciona como se estivesse acima de qualquer escrutínio.

Pior ainda, estes valores não são exceções. São práticas recorrentes, conhecidas e repetidas após a gestão desta administração, que continuam porque ninguém assume responsabilidade, ninguém revê procedimentos e ninguém parece preocupado com o impacto real que estas decisões têm na vida das pessoas. Será necessário fazer queixa no tribunal dos Direitos do Homem?

Uma empresa pública que cobra centenas ou milhares de euros para instalar um contador de água a um jovem não está a prestar um serviço, está a criar barreiras. Está a afastar quem quer viver cá. Está a dificultar o acesso à habitação. Está a agir como se fosse uma entidade privada com fins lucrativos, esquecendo que é sustentada por todos nós. Sei que com tanto campo de golf e tanta piscina de hotel e casas de luxo alguém tem de pagar, mas ser os jovens da Madeira é o cúmulo…

Dr. Miguel Albuquerque, a ARM precisa urgentemente de ser chamada à razão.

Precisa de transparência, de proporcionalidade e, acima de tudo, de respeito pelos cidadãos. No seu último congresso disse que todos os políticos devem andar na rua para ouvir e resolver os problemas da população, pois aqui apresento um problema já que o banana que pôs a chefiar a referida empresa só pensa nas festinhas dos trabalhadores sociais-democratas.

Cobrar valores absurdos para instalar um contador de água não é gestão.

É abuso.

A conta vem sempre, paga-se com votos… ou sem eles!

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