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Quando a riqueza condena.

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om que então a Venezuela vai ser o 51º Estado dos Estados Unidos, Esquerda ou Direita mandava-os todos à fava. Corina Machado quer poder e simplesmente desvia a Venezuela da China e Rússia para os EUA, mas o país vive sempre como colónia de alguém, em vez de construir um lugar para os seus cidadãos pobres e emigrados, sempre nas mãos de lunáticos. 

A Venezuela parece estar condenada a ser tratada como um tabuleiro de xadrez. Se o regime de Maduro sustentava-se no apoio militar e económico da Rússia e da China para contornar sanções, a oposição liderada por figuras como Maria Corina Machado é vista por muitos como o veículo para o regresso da hegemonia dos EUA na região. Em ambos os cenários, a soberania real parece ser uma miragem.

Com a "Esquerda" (Chavismo), o estado venezuelano tornou-se o único distribuidor, criando redes de dependência e corrupção que implodiram com a queda dos preços e a má gestão. Com a "Direita", o foco tende a ser a privatização e a abertura total ao capital estrangeiro (norte-americano), o que levanta o receio de que o país volte a ser uma "bomba de gasolina" dos EUA, sem resolver a desigualdade estrutural.

Enquanto se discute se o país deve olhar para Washington ou para Pequim, os factos no terreno são devastadores, mais de 7 milhões de emigrados (uma fuga de talento e força de trabalho sem precedentes). Uma economia onde os "cidadãos pobres" que menciona sobrevivem entre a hiperinflação e o mercado negro.

Há falta de uma terceira via nacionalista e pragmática, uma que não queira ser o "51º Estado", mas que também não aceite ser um entreposto de armas russo ou uma colónia de dívida chinesa. Construir um país para os venezuelanos exigiria instituições que sobrevivessem aos líderes de turno, algo que a Venezuela não conhece há décadas.

Às vezes as riquezas naturais são um castigo, como nós e este turismo predador que trouxeram para a Madeira.

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