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O Presidente Jorge Carvalho é reconhecido por muitos como uma pessoa educada, institucional e respeitadora da democracia. O mesmo se pode dizer do seu executivo, que tem mantido uma postura de abertura e cordialidade para com todas as forças políticas representadas no município.
Prova disso é o facto de os cinco vereadores da oposição — Luís Filipe Santos, Jorge Afonso Freitas, Rui Caetano, Fátima Aveiro e António Trindade — serem regularmente convidados para os mais diversos eventos, cerimónias, inaugurações e iniciativas promovidas pela Câmara Municipal do Funchal.
Contudo, aquilo que os funchalenses observam com frequência é que estes vereadores optam por não comparecer. Não estamos a falar de um caso isolado nem de uma ausência pontual. Trata-se de uma situação repetida ao longo do tempo, que acaba por transmitir uma imagem de afastamento relativamente à vida institucional do município.
A oposição tem um papel fundamental em democracia. Tem o dever de fiscalizar, questionar e apresentar alternativas. Mas também tem o dever de participar na vida da cidade e de respeitar as instituições que representa.
Os eventos municipais não pertencem ao executivo nem a qualquer partido político. Pertencem ao Funchal e aos funchalenses. São momentos de celebração da cultura, da tradição, do associativismo e do trabalho desenvolvido por inúmeras entidades e cidadãos. Quando os representantes eleitos escolhem não marcar presença, a mensagem que passam não é ao executivo, mas sim à própria comunidade.
Por isso, considero que Jorge Carvalho deveria vir a público denunciar aquilo que muitos cidadãos já encaram como um verdadeiro boicote institucional por parte dos vereadores da oposição da CMF. Não por uma questão partidária, mas por uma questão de transparência e respeito pelos munícipes.
Se os convites são feitos, se as portas estão abertas e se existe vontade de inclusão institucional, então os funchalenses têm o direito de saber porque razão os seus representantes insistem em faltar a iniciativas que dizem respeito à cidade que juraram servir.
A democracia vive do debate, da crítica e da divergência. Mas vive também da presença, da responsabilidade e do respeito pelas instituições. E esses valores devem ser exigidos a todos, sem exceção.
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