Q
uando lidamos com o legado de 52 anos de uma suposta democracia, criaram-nos a ideia de que a liberdade é o melhor meio para que esta possa fazer valer as suas pretensões básicas: o poder do povo. Mas será que foi isso mesmo que os portugueses conquistaram ao longo de mais de meio século de liberdade e democracia?
Num país onde a "justiça" leva 12 anos a investigar um caso mediático como a «Operação Marquês» — que envolve, entre outras personalidades, um ex-primeiro-ministro como José Sócrates —, mas onde em pouco mais de 9 anos essa mesma "justiça" decide fixar uma possível indemnização de 15 mil euros a ser paga pelo Estado e pelos contribuintes? Será normal que o verão tenha passado a chamar-se "época dos incêndios" e que se tenha tornado habitual uma promoção mediática de marketing e publicidade sobre uma suposta prevenção, quando, na verdade, nada é feito? Pelo contrário, converteu-se tudo isto num autêntico negócio fraudulento, como se viu nos casos das golas, dos helicópteros Kamov e dos aviões Canadair, entre tantas outras polémicas que envolvem os fogos, enquanto a realidade no terreno é bem diferente.
Vivemos num país onde pagas IVA sobre o consumo, IMI sobre o prédio que achas que é teu, e um imposto exorbitante sobre os combustíveis, que sobem semanalmente nos postos de abastecimento enquanto o petróleo continua a baixar nos mercados internacionais. Uma nação que tem um primeiro-ministro que se gaba de rivalizar com o crescimento económico da Alemanha, enquanto as estatísticas reais relegam a nossa economia para lugares que não invejam sequer os países de terceiro mundo.
Num país onde cerca de 14% dos habitantes são agora imigrantes que, em muitos casos, não aceitam as nossas leis, cultura e costumes, afinal até onde queremos chegar com isto? Será que, com a nossa indiferença, estamos a ser cúmplices da nossa própria miséria? E será que, com a nossa ignorância, nos tornamos os construtores da nossa desgraça, hipotecando o futuro do que resta da nação? Questiono-me se, afinal, por uma falta evidente de cultura democrática deste povo, não seria preferível uma "boa ditadura" do que aquilo que, face aos factos e às evidências, tem sido uma péssima democracia.
Envie texto ou siga-nos nas redes sociais:


Regras e Diretrizes da Comunidade
1: Não publique e-mail ou qualquer tipo de informação pessoal.
2: Não publique links do seu próprio blog/site.
3: Não faça spam, respeite.
4: Para Ajuda e Suporte, utilize o formulário de Contato.