H oje ao ler este artigo da revista Volta ao Mundo, sobre as medidas tomadas pelo poder local de Dubrovnik, cidade Croata, para combater os efeitos provocados pelo grande número de turistas que afluem nessa localidade, para tornar a vida dos locais mais confortável. Gostaria que os nossos governantes olhassem para nós tal como o poder Croata olha para o seu povo. Tomando medidas efectivas e necessárias.
- 1 – Fim das malas de rodas: O presidente da Câmara de Dubrovnik foi claro: “A partir de agora, os turistas estão proibidos de arrastar malas de rodas no Centro Histórico”. Mato Franković quer acabar com o incomodativo barulho que tal ação provoca e que suscita milhares de queixas dos moradores.
- 2 – Combater o excesso de ruído: A autarquia contratou empresas externas que vão passar medir os níveis de ruído nas ruas. Bares e restaurantes com esplanadas barulhentas serão multados.
- 3 – Animais com movimentos controlados: Os turistas poderão continuar a passear os seus cães de estimação em Dubrovnik, mas apenas presos por coleira. Será proibido que façam as suas necessidades nas ruas da zona histórica.
- 4 – Proibido andar sem camisa: Haverá um código de vestuário que terá que ser cumprido à risca, sob pena de multa. Andar em tronco nu, por exemplo, será uma das medidas a aplicar.
- 5 – Código de conduta: Quem entrar em Dubrovnik por via marítima ou aérea não o fará sem antes assistir a um filme educacional sobre a cidade, que lhes apresentará as regras a ter em conta.
- 6 – Cuidado com as garrafas vazias: Os turistas também terão que passar a pensar duas vezes antes de deixarem garrafas vazias e outro tipo de lixo espalhado pela cidade.
- 7 – Beatas de cigarro, nem pensar: Os fumadores vão cumprir regras claras. Uma delas passa por depositarem as beatas dos cigarros apenas nos cinzeiros públicos espalhados por Dubrovnik, jamais para o chão.
- 8 – Limitar o número de turistas: Oito mil novas entradas de turistas é o atual limite imposto pela Câmara de Dubrovnik. A Câmara Municipal quer reduzir esse número para metade e, também, reduzir a chegada de cruzeiros ao porto local.
- 9 – Adeus às segways: Para impedir excessos e acidentes, estes aparelhos de locomoção estão prestes a ser banidos de Dubrovnik.
- 10 – Entregas controladas: Entregas comerciais, sim, mas apenas entre as 5h00 e as 7h30. E apenas se forem feitas por veículos elétricos.
Não somos vanguarda, simplesmente uma ilha mentalmente enclausurada. A Madeira está deslumbrada a facturar com o turismo de massas, precedente que induz à ganância. Estamos num processo de maturação bem diferente de outros destinos que estão a combater a massificação. Dubrovnik é mais um, a par de Veneza, Amesterdão, Barcelona, etc. Fartaram-se, dá demasiados incómodos e despesa, descaracteriza tudo, as populações e as vivências desaparecem, os locais ficam desprovidos de naturalidade e realismo, passando a ser um local edificado histórico, de natureza ou civilizacional de interesse, que acaba por ter os mesmos serviços de suporte ao turismo de todos os outros. A massificação mata a singularidade.
Pelo combate que vemos ao turismo massificado, percebemos que a Madeira está em contraciclo, um destino auxiliar do fim da lista para algumas low cost que não gostam de destinos que dão despesas extras, mas que compensa a regulação das outras cidades.
Cada realidade tem as suas contingências. Precisamos de mais do que os 10 pontos referidos por Dubrovnik. O erro está na quantidade que se deixa entrar.
Enviado por Denúncia Anónima.
Quinta-feira, 22 de Junho de 2023
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