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Falar verdade num mundo de imbecis e fanáticos.

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Uns não alcançam, outros não querem saber.

É

 cada vez mais palpável, no dia a dia de quem tenta manter a lucidez, a disputa entre duas partes que não são benefício para a democracia. Deve ser por isso que os errantes extremismos vão ganhando terreno sem olhar para um passado recente que nos trouxe pelo menos paz. Agradeço o serviço que o Madeira Opina faz, porque passa a informação e não permite as pessoas se agredirem, é o que sucede normalmente com imbecis e fanáticos, duas parte que não ouvem nem interpretam. É um estado de isolacionismo mental.

Não tenho dúvidas sobre a utilidade do anonimato para que as pessoas possam se expressar, no contexto da Madeira e da opinião pública, este cenário torna-se ainda mais crítico, pois a proximidade geográfica e social muitas vezes amplifica o ruído e dá o instinto de querer controlar tudo por algum tipo de assédio.

Falar a verdade hoje não é apenas um ato de honestidade, é um ato de resistência. O problema não é a falta de informação, mas o excesso de ruído que alimenta dois grupos distintos que sufocam o debate público.

Vivemos uma era de literacia funcional precária, onde muitos consomem apenas títulos e memes. A complexidade dos problemas reais (sejam eles económicos, políticos ou sociais) é mastigada e cuspida em slogans simplistas. Para quem "não alcança", a verdade é um fardo intelectual pesado demais, preferindo o conforto de uma mentira fácil que não exija esforço cognitivo.

Este é o grupo mais perigoso, os que se situam no cinismo de indiferença, os que têm capacidade crítica, mas escolheram o lado da conveniência, do tipo político com poder que vende calma até chegar a histeria da campanha eleitoral. O fanatismo aqui é uma ferramenta de poder ou de pertença a uma "tribo". Na Madeira há algumas tribos na política, no desporto, nos monopólios, etc. Para o fanático, a verdade é secundária à vitória da sua narrativa. Se a realidade contradiz a ideologia, ignora-se a realidade. Ainda hoje, a folhear jornais, vejo 5 indivíduos a tratar da sua vida e da sua narrativa, não são isentos, a Opinião Pública não é uma atitude moderada e isenta, mas uma oportunidade de vingar as coisas como querem em sinais de fanatismo e proteccionismo dos seus interesses. Os jornais permitem, porque fazem parte, escolhem também como lhes dá jeito.

Quando a ignorância se torna arrogante e o fanatismo se torna a norma, os espíritos mais esclarecidos sentem a tentação de se retrair sabendo que vai dar para o torto... mas merecem. Alguns dos casos perigam a existência humana. Matamos tudo e estamos a nos matar. É o preço do ego, do interesse e do egoísmo. Muitos dos que poderiam contribuir para o bem comum optam pelo silêncio para preservar a sua saúde mental e integridade. Uma sociedade onde "os melhores desistem" é uma sociedade entregue ao caos e à mediocridade, onde o debate público é substituído por gritos de claques organizadas.

Agora para comunicar entrega-se dados complexos de forma visual e direta e cada um interpreta como pode. Em vez de filtrar o fanatismo com argumentos, aumenta-se a cegueira porque cada um vai interpretar como lhe dá jeito e acaba a crítica construtiva. Estamos cheios de clickbaits para volume de acessos que duram horas em vez de priorizar a integridade do conteúdo. Quem já viu notícias com duas ou três linhas com um título que levou à miséria informativa? Com algo importante para as pessoas a passar ao lado, com muitos likes em baboseiradas?

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