Type Here to Get Search Results !
A sintonizar estações...

O Governo Passos, Ventura e o operacional Cotrim

Moderação 0

Vou mostrar como estes 3 estão concertados para formar um Governo no futuro, o Passos Coelho 2.0 seria a mesma porcaria para pior inspirados no que se passa nos Estados Unidos com o homem laranja 2.0.

C

omecemos pelo operacional Cotrim, o reincidente. Durante a campanha para as Presidenciais de 2021, enquanto apoiava a candidatura de Tiago Mayan Gonçalves, João Cotrim de Figueiredo (então líder da Iniciativa Liberal) utilizou expressões que foram interpretadas como uma abertura ou "tolerância" a André Ventura, gerando bastante polémica.

Cotrim de Figueiredo utilizou termos que sugeriam que o Chega poderia ser um parceiro aceitável num arco de governação à direita, desde que houvesse moderação. As expressões mais marcantes foram "O André Ventura não é um bicho-papão", insinuando que não deveria haver um cordão sanitário absoluto em torno da figura do líder do Chega. Mas também disse... "pontes de entendimento", referia-se à possibilidade de encontrar pontos comuns programáticos para uma alternativa ao PS.

Depois das críticas internas e externas de que a Iniciativa Liberal estava a branquear o discurso da extrema-direita, Cotrim de Figueiredo veio a público clarificar e corrigir a sua posição, utilizando expressões mais assertivas, "linhas vermelhas intransponíveis", passou a sublinhar que havia valores liberais (como as liberdades individuais e o respeito pelas minorias) que o Chega não respeitava. Também falou em "diferenças civilizacionais", começou a usar esta expressão para marcar a distância entre o liberalismo da IL e o populismo do Chega, tentando desfazer a ideia de proximidade que tinha deixado passar anteriormente.

Cotrim é um manhoso e já vai tendo o mesmo tempo de antena do Ventura nas TVs, que não aconteça como ao Ganda Noia. Cotrim disfarça mal!

Chegaram as Presidenciais deste ano, o cenário político consolidou-se com o Chega como uma força parlamentar de grande peso, segunda força mais votada, o que forçou os líderes da Iniciativa Liberal (IL) a uma ginástica retórica ainda mais complexa! Durante a pré-campanha e os debates de 2026, surgiram expressões que sugeriam uma aceitação da realidade aritmética, "não podemos ignorar a vontade de um milhão de portugueses", a frase foi usada para justificar que o Chega teria de ser ouvido numa eventual solução de governo à direita. Mas há mais, "diálogo institucional inevitável", insinuou-se que, para derrotar a esquerda, a IL teria de se sentar à mesa com André Ventura, tratando-o como um interlocutor legítimo e não apenas como um "radical isolado". Cotrim quer poder sendo satélite do Ventura que municia jogo! Já que Passos Coelho é o líder de Governo que André Ventura quer porque o seu partido é de uma pessoa com claque, sem quadros. Bonzinho é o espetáculo no Parlamento, das TVs, etc.

Tal como em 2021, a base liberal mais purista da IL reagiu negativamente a qualquer sinal de "coligação de destino" com o Chega. E corrigiram! "Acordos de incidência, nunca de governação", a correção consistiu em dizer que podiam votar orçamentos comuns, mas que nunca partilhariam ministérios com o Chega. Pensam e de que maneira em governar com Passos Coelho a liderar. Em dois anos o Chega passou de 4 para 60 deputados, querem os seus votos, a melhor maneira de controlar o Chega é fazer uma coligação com ele. Mas para diferenciar o descaramento da IL do Cotrim, ainda disseram "o nosso ADN é a liberdade, o deles é o ressentimento", esta foi a expressão forte usada para marcar a distância moral e política, corrigindo a impressão de que eram "farinha do mesmo saco" na direita. Mas é claro que é da boca para fora, para cair os votos que não voltam atrás...

Esta volatilidade estratégica tem sido uma constante, a necessidade de somar votos à direita para chegar ao poder versus a necessidade ética de manter a IL como um partido progressista nos costumes e libertário na economia. Os Passos em falso da IL não são mais do que fugas de informação sobre os amigos André Ventura (ex PSD) c Passos Coelho.

Entretanto, Cotrim formou um hibrido político com o seu movimento para ter palco para a estratégia montada.

Aqueles que estão iludidos com a Direita que não se queixem quando começarem a perder direitos à força toda. Passos 2.0 é igual a Trump 2.0, é para pior, mais refinado.

Enviar um comentário

0 Comentários
* Sujeito a moderação. Seja cordial, educado e não faça spam.