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Ironias: a "morte" pelo Orçamento Participativo. Vá para um campo de golfe!

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inguém vai pensar noutra palavra. A Quinta Pedagógica dos Prazeres e o Padre Roberto Aguiar é um retrato desolador de como o sistema asfixia quem tenta criar valor real e independente. "Onde está o milhão do Orçamento Participativo?". O Orçamento Participativo é, na teoria, a democracia direta, na prática, quando o vencedor não faz parte da "engrenagem" ou não se agacha perante os corredores do poder, a verba fica retida em labirintos burocráticos.

A solução, que não estou a criticar, porque o que conta é o dinheiro para salvar um projeto de cariz social, pedagógico e espiritual (a alma da freguesia), é o responsável ser empurrado para a mercantilização, a rendição ao Alojamento Local (AL)

O Padre Roberto, claramente um "mais capaz" que gere um projeto com impacto real, vê-se abandonado pelo poder público. Senhor padre, fosse incompetente e a sorte seria outra. A pergunta que se põe, onde anda o bispo a intervir? Está do lado dos que afundam projetos que não pertence à "maçonaria"? Para não deixar morrer a Quinta, o Padre Roberto tem de recorrer ao AL. O poder diz... não te damos o que é teu por direito (o milhão ganho), por isso, vira-te como puderes, mesmo que isso desvirtue a missão original. O milhão foi para campos de golfe?

Enquanto os animais exóticos têm de ser retirados e as ajudas não chegam para as despesas de alimentação e salários, o poder observa de longe matreiro. Preferem que o projeto definhe ou se torne dependente de esquemas de sobrevivência do que ver um líder comunitário com sucesso e fundos próprios que não lhes deva favores. Por isso a ironia é a solução e por isso não critico apesar do mercantilismo da da "alma".

Assim se assiste ao retirar do apoio ao mérito e força-se a pessoa ao desespero e, no fim, o sistema ganha porque agora o projeto está "agachado" às regras do mercado ou à espera da próxima migalha.

Sem a verba do Orçamento Participativo é muito difícil sobreviver.

Esta frase é o atestado de óbito da liberdade de gestão perante a arbitrariedade política.

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