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Paz, não a vossa guerra!

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s comentadores de televisão e os políticos da direita que pedem a entrada activa de Portugal na guerra do Irão recebem aqui uma proposta simples: se tanto desejam o conflito, que sejam os primeiros a ir para a frente — e que levem os seus filhos. Não façam das mulheres dos outros viúvas nem das mães dos outros órfãs. Se um príncipe pode enviar o seu filho para um conflito, por que não exigir que os filhos dos presidentes e dos caciques partidários façam o mesmo?

Todas as guerras têm custos: financeiros, económicos, sociais. A inflação dispara, o desemprego aumenta, os preços sobem e as vidas perdem o único valor que lhes restava — a rotina de conseguir comer, pagar rendas e medicar um familiar. Enquanto a maioria sobrevive com salários baixos e pensões magras, alguns recebem regalias que só vemos nas notícias. A guerra não é um gasto abstrato; é uma transferência de sofrimento do povo para os cofres de quem lucra com o medo.

Nós queremos paz. Queremos saúde pública a funcionar, transportes que liguem pessoas, escolas dignas, serviços públicos eficientes, direitos laborais respeitados e mais dinheiro nas carteiras de quem trabalha. Queremos menos ganância e mais justiça. A mercantilização da crise — especular com preços de combustíveis, aumentar margens para lucros rápidos — é um crime contra quem vive dia a dia.

Guerra de preços? Já começou: especuladores aproveitam o choque para subir margens e empurrar o povo a pagar. O resultado é sempre o mesmo: lucros para uns, fome e despedimentos para a maioria.

Não queremos heróis de papel nem bandeiras que disfarçam incompetência. Queremos política que priorize a vida, a justiça social e empregos dignos. Paz, trabalho e respeito — e quem promover o contrário que se prepare para resistência cívica. Não seremos cúmplices da farsa. À direita que nos vende violência e patriotismo raso, respondemos com resistência organizada: não sacrificaremos o futuro dos nossos filhos para alimentar bolsos alheios. Quem governa deve ser responsabilizado por isso, não aplaudido por discursos fáceis enquanto a população paga a conta.

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