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Precisamos de um ISENTO, não de um madeirense.

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 tema da "insularidade instrumentalizada" é recorrente pelo sistema que suga a Madeira. Usa-se o discurso da autonomia e do "orgulho madeirense" para proteger monopólios e interesses de uma elite que, ironicamente, prejudica o próprio madeirense no dia a dia. Os jornais e os jornalistas, parte do sistema, fazem o seu trabalho para encaminhar a mente dos madeirenses.

O debate sobre a naturalidade do próximo Representante da República na Madeira está lançado, e a pergunta parece óbvia, "não deveria ser um madeirense"? À primeira vista, qualquer pessoa responderia que sim. Mas, na política da nossa Região, o óbvio é quase sempre uma armadilha.

Esta pergunta é manhosa, há empresários e um governo madeirense que não quer saber dos madeirenses, querem saber de si. Já tivemos muitos exemplo, pego em dois emblemáticos, bloquearam a entrada do Lidl ou expulsaram o navio do Armas, impedindo que os madeirenses tivessem preços mais justos e liberdade de escolha. Passamos décadas com a instrumentalização do inimigo externo, mas foram madeirenses que conduziram a Região a duas falências financeiras e outros são protagonistas de processos de corrupção que envergonham a autonomia, entre outras coisas. O Diário de Notícias encaminha as pessoas para que seja um madeirense do SISTEMA! O que se pretende é uma pessoa ISENTA e longe do esquema que vicia a região!

O que a Madeira precisa não é de uma certidão de nascimento específica, mas de ISENÇÃO. O cargo de Representante da República exige alguém que esteja fora do "esquema" que vicia a política e a economia regional. O "madeirense" aqui funciona como "DO SISTEMA". Colocar alguém que cresceu e se alimentou do sistema local é, na prática, dar as chaves do galinheiro à raposa. Permitir crivo largo às tentativas de "legalizar" diversas formas de sucção. Precisamos de um árbitro que não jante com os jogadores. Se for madeirense e isento, excelente. Mas se for para ser mais um "amigo" para facilitar a vida ao governo e aos empresários do regime, então o regionalismo é apenas uma máscara para a corrupção.

Não nos deixemos enganar pelo falso patriotismo regional. A autonomia serve para servir o povo, não para blindar os privilégios de quem se acha dono da ilha.

Este é um momento de clara instrumentalização do jornalismo regional em benefício do "seu governo e seus empresários".

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