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Resposta Ordem dos Assistentes Sociais

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J

uro que tencionava manter o meu silêncio sobre este assunto. Contudo, perante a posição agora assumida, vejo-me obrigado a dizer algumas palavras. Mas, afinal, desde quando é que a Ordem dos Assistentes Sociais se preocupa com a Madeira? Ah, claro , precisamente agora, quando determinadas ambições pessoais começam a ganhar forma. Assim, já se percebe melhor, a tutela de um novo curso, que serve bem a falsas catedráticas, mas poucochinho.

E já agor, quem financia estas súbitas diligências de “proximidade” da Bastonária? Presumo que as quotas, como sempre, continuem a dar para tudo menos, talvez, para o essencial.

Diz a assistente social que escreveu o primeiro registo, que existem cerca de 330 assistentes sociais inscritos. Número respeitável, sem dúvida. Pena é que uma parte significativa nem sequer saiba, com rigor, para que serve a Ordem.

Se o objetivo fosse proteger a profissão contra a usurpação de funções, então convém dizê-lo sem rodeios: não está a resultar. Há profissionais de outras áreas a exercer serviço social, inclusive em organismos públicos, sem que isso pareça suscitar grande inquietação. Mas, claro, talvez “tenhamos de dividir tarefas” na investigação.

E, como se isto não bastasse, já se observa um movimento, sim senhores, um movimento,no sentido de integrar na Ordem dos Assistentes Sociais licenciados em Ciências Sociais com um “minor” em Serviço Social. É caso para gargalhar, se não fosse tragicamente revelador. Com algum “engenho institucional” , entenda-se, a conveniente elasticidade que tantas vezes se traduz em receitas ,ainda acabarão por ser plenamente acolhidos. E então, nesse momento, a questão deixará de ser a defesa da profissão para passar a ser, sem disfarces, a sua diluição.

Depois há aqueles que pouco ou nada investem, mas não prescindem da representação, afinal, as quotas pagam-se, e isso há de bastar.

Quanto às pseudo-comemorações, protagonizadas pelas mesmas figuras de sempre, dificilmente constituem um caminho sério para o desenvolvimento do serviço social. Pelo contrário, contribuem para manter a profissão num estado que oscila entre o conformismo e obscurantismo maximizado.

O serviço social na RAM, diga-se sem rodeios, assenta frequentemente numa lógica de pseudoelitismo, onde a competência não é o critério. Já sabemos a "mafia no bom sentido" também tem o seu polvo de cogestão do serviço social.

Na Segurança Social, o cenário não é propriamente exemplar, há quem atue com a bimby, há quem controle como Rainha da Sucata do departamento da pseudoação social,outras atuam como se os recursos públicos fossem de gestão pessoal, decidindo de forma arbitrária e complicando desnecessariamente a vida dos cidadãos.

Noutros casos, concedem-se apoios mínimos, os suficiente(zinhos) para evitar o colapso imediato, mas não para promover autonomia, mantendo os beneficiários numa dependência conveniente.

E há ainda os que nem aparecem, tão de baixa, tão de maternidade (dá um jeitaço)e uns que parecem trabalhar com os olhos postos, sobretudo, na sexta-feira às 17h o que, sendo humano, não deixa de ser elucidativo.

Nas IPSS, embora com algumas variações, o padrão de fundo pouco difere.

Não vale a pena dourar a realidade: a Ordem e a profissão precisam de uma revisão séria, profunda e sem complacências. Caso contrário, o próprio tempo que não costuma ser carinhosos (veja-se as rugas, gorduras e ignorâncias de certas assistentes sociais), encarregar-se-á de o fazer, e, muito provavelmente, sem grande delicadeza. Olha, depois não se queixem!

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