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Sucessão versus Ressurreição

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A

h, que espetáculo de transição estamos a assistir, meus caros! Parece que, por coincidência ou não (nunca sabemos quando o destino decide brincar connosco), a velha guarda da Estação de Biologia Marinha do Funchal, está a caminho da aposentadoria. Ah, a sabedoria acumulada ao longo dos anos, como um bom vinho, mas que, ao contrário do álcool, talvez não tenha sido devidamente engolido em Bruxelas (a cidade onde a poncha não chega nem com o passaporte da União Europeia!).

Faz-se, então, a pergunta que paira no ar como uma gaivota a sobrevoar o Porto do Funchal, quem será o sucessor dessa instituição carregada de conhecimento ímpar? Um varão? Claro, seria o esperado, a linha de sucessão natural… mas não, meus amigos! Nada disso. A sucessão na Estação de Biologia Marinha será mais como a sucessão monárquica, mas com uma reviravolta: será uma irmã a herdar o trono. Porque, sim, quem disse que os destinos da biologia marinha devem ser decididos por herdeiros masculinos? O futuro está nas mãos de quem o merecer, e se a irmã está mais preparada, então é ela quem manda!

Aliás, a esta altura, já podemos perguntar se a mudança de liderança não será uma resposta às inúmeras sessões de brainstorming (ou será de poncha?) na Câmara Municipal do Funchal (CMF). Aponte-se para o futuro com a mesma energia com que se atira o bagaço da poncha, que em Bruxelas não há nem sombra de tal bebida. Mas, claro, quem precisa de poncha quando se tem conhecimento de causa (ainda que importado, por assim dizer)?

Agora, para que não se pense que estamos a tratar de uma mudança irrelevante, lembremos que 2 + 2 são 4, e se o mais óbvio seria colocar um varão no comando, como manda a tradição e as expectativas, a verdadeira revolução está na sucessão da irmã, que, sem dúvida, vai trazer um sopro de frescura (ou talvez de sal do mar, o que também já não é mal). Quem sabe, o futuro da Estação de Biologia Marinha será mais inovador, mais disruptivo, mais… bem, mais feminino, talvez? Quem duvida que esta transição possa até ser um espelho de uma nova era de camaradagem e conhecimento inter-geracional?

No fundo, estamos todos apenas à espera de ver como esta história se desenrola. Talvez a irmã, com o seu estilo fresco, vai transformar a Estação de Biologia Marinha em algo ainda mais grandioso, ou, quem sabe, será que tudo isto é só mais uma poncha mal tomada, e no fim vai dar tudo em peixe? Fiquem atentos!

Não podemos esquecer que estamos no final da Quaresma, a seguir temos a ressurreição.

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