Type Here to Get Search Results !
A sintonizar estações...

O Diário tira a barriga da miséria.

Moderação 0

D

epois de mais de uma dezena de casos em que o DN-M perdeu com a JPP na ERC, eis que ganha um momento que parece o ketchup do Ronaldo. O Beto finalmente acerta. Por outro lado, parece que estou a ver o Coelho a acertar finalmente na designação "Jornal Clandestino", que também teve o seu episódio de expressão ontem, coitado, tinha um pincel e uma latinha de tinta a bordo e lá porque apareceu uma suástica no cartaz do Chega pensaram logo que foi ele.

Bom, mas vamos a isto nesta terra de loucos...

A ERC abriu um processo contra o JPP devido à publicação "A Voz do Povo", lançada a 18 de abril, por esta não se encontrar registada como publicação periódica doutrinária, conforme exige a Lei de Imprensa. Tudo muito certo, só há um pormenor, não é a JPP que não tem ideologia e por isso reúne votos de vários partidos? Doutrina do quê? No meu entender é uma contradição ser alvo de um processo por falta de registo de uma "publicação doutrinária" quando a própria natureza política do JPP é frequentemente descrita como transversal e desprovida de uma ideologia rígida de esquerda ou direita.

O regulador, provocado por uma consulta do DIÁRIO (claro, amor com amor se paga), verificou que a publicação carece de elementos obrigatórios como o número de registo, estatuto editorial, ficha técnica completa e a direção por um jornalista profissional, violando os requisitos formais que garantem a transparência e a responsabilidade editorial. LOL! E onde vão arranjar um jornalista livre que não seja do PSD nesta terra?!

Mas isto tem muita piada, o DN aponta um exemplo clássico da linha ténue entre a propaganda política e a informação jornalística, servindo de lembrete que, no ecossistema mediático da Região, nem mesmo as publicações de partidos estão acima do escrutínio regular. Parece o humor do Rei na América. Se o JPP se tivesse candidatado ao MediaRam nada disto acontecia.

O JPP foca o seu "editorial" no combate à "desinformação" e na crítica à gestão do Governo PSD/CDS sobre fundos do PRR e custos de vida, mas acaba por "tropeçar" precisamente na burocracia que valida a legitimidade de um órgão de comunicação, provando que, para se ter voz no debate público sem censura, é fundamental cumprir primeiro as regras do jogo democrático.

No próximo plenário acredito que o Albuquerque vai mudar o disco riscado e o Brício vai lhe saltar a placa.

Mas, nestas coisas de usurpação de funções por um partido ao jornalismo há algo que me aguça o apetite, porque estiveram a usar o nome do DN, durante meses numa página do Facebook, claramente para colher likes indevidos, e o DN nunca prestou a mesma atenção? Tudo se resolveu pela calada. Será gente do partido certo a sugar seguidores para fins partidários? Quem sabe? Tantos mistérios!

Quanto ao JPP, depois de convidarem o Alberto João para dar lições de como devem fazer para acabar o círculo da "máfia no bom sentido", agora era de convidar o Jaime Ramos para ensinar como se faz um jornal político. Decorria o ano de 2012 e estava legal!

Enviar um comentário

0 Comentários
* Sujeito a moderação. Seja cordial, educado e não faça spam.