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Curtas na Mira

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14/05/2026, 15:45:25
O empresário madeirense, na sua terra, sofre concorrência desleal quando estrangeiros para montar negócios estão isentos e impostos. Como se não bastasse, as rendas estão exorbitantes e com contratos de arrendamento de ano a ano, o que não dá garantia de programação de um negócio para haver retorno dos investimentos. De uma hora para outra a renda dispara e o investidor madeirense só perde dinheiro. O empresário nato, que conhece o terreno e as gentes, vê-se encurralado por uma concorrência desleal alimentada por benefícios fiscais e isenções apenas acessíveis ao capital estrangeiro. Enquanto os novos operadores beneficiam de tapetes vermelhos institucionais e alívios tributários significativos para se fixarem na ilha, o empreendedor da casa enfrenta a crueza de um mercado imobiliário completamente descontrolado.

14/05/2026, 20:32:14
Nota-se que a CMF acatou o alerta dos munícipes relativamente aos espelhos da rede viária. Bom sinal. Sugiro no entanto que alguns devem ser substituídos, não cumprem (devem ser maiores) e há lugares que precisam de dois espelhos orientados para lados opostos em entroncamentos sem visibilidade

15/05/2026, 2:27:37
Só hoje, Diário de Notícias traz um diagnóstico que o Madeira Opina já tinha feito há muito tempo, enquanto outros assobiavam para o lado. Em 2021, a Madeira estava no 3.º lugar do ranking nacional de ganhos médios. Em apenas quatro anos, despencou para a 3.ª posição a contar do fim (7.º lugar entre 9 regiões). Enquanto a média nacional de salários subiu 22,2%, a Madeira ficou-se pelos 16%. Pior ainda: os Açores subiram 27,15%, ultrapassando-nos largamente. A inflação "engoliu" os aumentos salariais. Na prática, o trabalhador madeirense está mais pobre hoje do que em 2021. É curioso (mas previsível) que este "banho de realidade" surja agora nas páginas dos jornais tradicionais, faltam três anos para as eleições, o que no calendário político é o "tempo ideal" para publicar as verdades que já não dá para esconder (porque os dados oficiais do DREM e INE são públicos e esmagadores) para manter alguma aura de imparcialidade. Tudo isto é um desgaste controlado. É preferível que a notícia da queda no ranking saia agora do que em 2028. É a técnica de tratar a "ferida" com antecedência para que, na hora do voto, a cicatriz já esteja disfarçada com novos anúncios e promessas. O que antes era "pessimismo" do Madeira Opina, agora é estatística oficial de capa de jornal. A verdade é que o modelo económico da Madeira está a divergir do resto do país e da região vizinha dos Açores, e só agora é que a comunicação social "percebeu" que os trabalhadores madeirenses estão a ficar para trás. Parabéns Madeira Opina, continuem assim!

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