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Não sei que tipo de perda de juízo tem Albuquerque, se doença ou a ideia de que é intocável e pode fazer tudo o que lhe apetece... porque o madeirense não o deixa perder eleições. No entanto, há uma parte da população que não é dependente dele e há alguma crítica, toda a crítica. As declarações de Miguel Albuquerque sobre o despejo imediato de inquilinos incumpridores mostra a desconexão entre as políticas do executivo regional e a realidade vivida pela maioria dos madeirenses.
Apaguem tudo, imaginem que somos americanos, alemães, russos, endinheirados que vêm para aqui viver, ouvir "inquilino que não paga renda vai logo para a rua" está certo, mas o problema é que eles ganham vida lá fora e vêm para aqui gastar o dinheiro, nós somos mantidos a ganhar pouco em qualquer profissão nesta terra e agora temos o nível de vida deles, com o custo de vida deles, inflacionado por eles. Agora é justo ouvir Albuquerque dizer que "inquilino que não paga renda vai logo para a rua"? Para quem trabalha? "Inquilino" diz muito mais aos madeirenses do que a estrangeiros, é para expulsar madeirenses de onde vivem como estão a fazer aos empresários madeirenses no Funchal? Há aqui uma maltinha no poder a precisar de grandes corretivos. Vivem acima das nossas possibilidades e armam-se em magnatas... dos alojamentos locais? Gentrificação total? O inimigo é madeirense.
Assistimos nos investimentos do GR, e agora no discurso, uma insensibilidade social alarmante e uma total inversão de prioridades. Aqui está o amigo de Passos Coelho. Num momento em que a Região enfrenta uma crise habitacional sem precedentes, ver o líder do executivo a assumir uma postura de intransigência absoluta, sem salvaguardar as fragilidades das famílias, é o reflexo de um modelo governativo que parece governar de costas voltadas para o seu próprio povo. Albuquerque não governa para os madeirenses, mas para os seus amigos.
Se estivesse a meses de eleições falaria assim e a comunicação social fazia sair algumas notícias?
Miguel Albuquerque, a habitação é um direito constitucional e a base da dignidade humana, não um mero bem transacionável sujeito à voracidade do mercado. Estás do lado errado! Propor mecanismos de expulsão rápida sem olhar às causas do incumprimento, que muitas vezes decorrem de crises de saúde, desemprego ou precariedade laboral, é ignorar a função social do Estado.
Albuquerque, ganhas mais com as casas de luxo do que por ser Presidente do Governo?
Primeiro empobreceste os madeirenses e agora queres deixá-los sem casa?
Pena nem todos poderem ter material de borla sem norte, IMI's em conta e a influência que enriquece em 4 anos.
Um Presidente que fala assim denuncia para quem governa.
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