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Madeira Opina, ainda mais razões.

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uando o Madeira Opina nasceu, como Correio da Madeira, o propósito era claro, garantir opinião pública livre, focada em argumentos e sem perseguições. Sabíamos que quem vive de silenciar a crítica não gostaria e sentimos perseguições (até de profissões que deveriam ter vergonha), tentativas de encerrar o site, hackear, até hoje fazem censura, mas prosseguimos com a ostracização de muitos, até da oposição. Por estes dias, as notícias de uma lista de alvos da extrema-direita em Portugal, que inclui uma ameaça de granada ao Primeiro-Ministro e a coação denunciada por Raquel Varela, mostram o extremo perigo que esta cultura de intimidação e silenciamento pode chegar.

  • https://www.facebook.com/raquelvarelahistoriadora/posts/pfbid0wSWPcAjjTsqxcH7M5YHdzNHCLGtN57cu3dSJ69Hd8DwPp8k824RukE8rs4M99C5Pl

O extremismo partilha sempre do mesmo DNA, a incapacidade de conviver com a divergência. Quando faltam argumentos, a resposta é a tentativa de silenciamento físico e psicológico. No Madeira Opina, defendemos que o debate se faz na arena das ideias, nunca na destruição pessoal. Pode concordar-se ou discordar-se das posições das vítimas, mas a substituição da palavra pela ameaça é um ataque direto à democracia.

A liberdade de expressão existe para garantir o direito à dissidência sem medo de retaliação. Se a resposta à crítica for a violência, a sociedade regride à barbárie.

Quem usa táticas de terror quer provocar a auto-censura pelo medo. O nosso compromisso com a Madeira e com o país continua a ser o oposto, perante a intimidação, responderemos com mais debate em espaço total para a opinião livre. Não serão ameaças clandestinas que vão calar o pensamento crítico. Contudo este momento é uma lição até para aqueles que têm estatuto.

O grupo de extrema-direita neonazi responsável por esta lista e pelos planos de atentados é o Movimento Armilar Lusitano (MAL) *, o Ministério Público deduziu acusação contra nove membros deste grupo. A investigação revelou uma lista massiva com dezenas de alvos na sociedade portuguesa, divididos entre políticos (de vários quadrantes), jornalistas, cartoonistas, comentadores, humoristas, médicos e ativistas.

Os Principais Alvos Identificados

O plano mais grave conhecido visava um ataque com granada à casa do atual Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, mas os documentos da acusação revelam uma lista quase interminável de figuras e instituições visadas.

Políticos e Altas Figuras do Estado: Luís Montenegro (Primeiro-Ministro), Marcelo Rebelo de Sousa (Presidente da República), António Costa (ex-Primeiro-Ministro), Cavaco Silva, Francisco Pinto Balsemão, Marques Mendes, Carlos Moedas, Rui Tavares, Mariana Mortágua e Joana Mortágua.

Académicos e Comentadores: Raquel Varela, Miguel Sousa Tavares, Ana Gomes, Maria Castello Branco, Manuel Loff, José Manuel Pureza.

Humoristas, Jornalistas e Criativos: Ricardo Araújo Pereira, Nuno Markl, Diogo Faro, Ricardo Costa, Paulo Baldaia, Clara Não (Clara Silva).

Outras Figuras Públicas: Dr. Filipe Froes, Helena Ferro Gouveia, Mamadou Ba.

Organizações e Associações: Bloco de Esquerda, Esquerda.net, União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), Núcleo Antirracista de Coimbra, bem como vários coletivos antifascistas locais e associações de intervenção social e cultural.

O caso está agora entregue à justiça, tendo exposto um dos planos de violência política organizada mais extensos na história recente do país.

Curioso, Raquel varela denunciou, o nome das 9 pessoas que atentavam contra os outros não foi conhecido.

Agora pensem um bocado.

Madeira Opina

* Movimento Armilar Lusitano é classificado pelas autoridades como um grupo de extrema-direita radical, neonazi, fascista, supremacista branco e antissistema. Tinha como objetivo assumido a subversão da democracia através da violência e da criação de um clima de terror.

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