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É um padrão histórico a rutura e distanciamento tático do PSD-M face às estruturas nacionais em Lisboa em vésperas de congresso ou Chão da Lagoa. Quando a pressão política ou judicial aperta, a liderança regional tende a isolar-se na "fortaleza" autonómica, atirando as culpas ao Terreiro do Paço para salvaguardar as suas dinâmicas internas e as redes de poder locais. Montenegro tem culpas mas o PSD-M também empola, porque exportou problemas de propósito, para lavar as mãos como Pôncio Pilatos. O subsídio social de mobilidade é uma nódoa, mas também se pergunta como anda o estudo do ferry. Se for os mesmos que criaram a plataforma do subsídio das viagens é de pôr as mãos à cabeça
Cada "avião de Lisboa" carregado de inspetores foi lido pela liderança do PSD-M não apenas como um ato de justiça, mas como uma "intromissão" do Estado central, o molde serviu a Montenegro. Perante o desgaste e processos judiciais que se arrastam, o PSD-M adota a clássica estratégia de "cortar amarras" com a direção nacional para evitar que o escrutínio de Lisboa interfira na gestão direta da ilha.
O PSD-M está-se a esquecer que os subsídios da Europa vão ser centralizados e que é melhor ir baixando a bola e o orgulho.
O PSD-M justifica o esvaziamento da sua comitiva rumo a Anadia com o descontentamento pelo chumbo do pacote laboral na Assembleia da República e pela falta de resolução de dossiês estratégicos (como a Lei das Finanças Regionais, subsistema de saúde e o teto da Zona Franca). Ao esvaziar o Congresso do partido, Albuquerque demite-se de assumir cargos nacionais, enfraquece o peso da Madeira na estrutura central e evita expor-se num palco nacional onde o seu estatuto de arguido e as investigações judiciais são vistos como um fardo eleitoral.
Em vez de um favor são dois.
Esta narrativa de "nós contra eles" serve para blindar o eleitorado local. Ao diabolizar as pressões de Lisboa e ao afirmar o orgulho regional, o partido tenta desviar as atenções do descontentamento interno e das fragilidades políticas apontadas pelas sondagens nacionais que não são favoráveis a Montenegro. Lisboa tem que aprender a fazer o mesmo a Albuquerque e amigos quando se metem em alhadas.
Tudo isto tem o objetivo implícito de manter a Região Autónoma como um ecossistema fechado, onde as decisões sobre o território, o orçamento regional e os negócios locais continuem a ser decididos exclusivamente em ambiente caseiro, longe dos olhos e do controlo da capital e, se possível, à margem de novas investidas da "Força Aérea" 😁
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