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A revolta do bolo do caco!

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Quando tens o Estado que se torna como o primeiro sócio do seu investimento

A

ntes mesmo de abrir um negócio ou de realizar um investimento, já existe um sócio à sua espera: o Estado. E é, muitas vezes, o primeiro a receber uma parte significativa daquilo que poderia servir para lançar um projeto, criar riqueza ou gerar emprego.

Recentemente, devido à falta de habitação e por ter um apartamento disponível, decidi colocá-lo no mercado de arrendamento por um valor compatível com a realidade da zona. Como faço questão de cumprir a lei, dirigi-me às Finanças para saber quais os procedimentos necessários.

Foi aí que surgiu a desilusão. Logo à partida, entre impostos e encargos, o equivalente a cerca de dois meses de renda fica nas mãos do Estado. A isto junta-se o agravamento do IMI, que representa um custo adicional equivalente a mais algumas rendas, sem contar com a burocracia, as exigências administrativas e o tempo perdido para cumprir todas as obrigações.

Perante esta realidade, compreende-se que muitos proprietários pensem duas vezes antes de colocar os seus imóveis no mercado de arrendamento. Quando o Estado trata quem investe como uma fonte inesgotável de receita, em vez de um parceiro na resolução do problema da habitação, acaba por criar mais obstáculos do que soluções.

É caso para perguntar, vale a pena arrendar um imóvel nestas condições ou será que o próprio Estado está a incentivar muitos proprietários a deixarem as casas vazias? Se o objetivo é aumentar a oferta de habitação, então talvez esteja na altura de reduzir a carga fiscal e simplificar os processos, em vez de penalizar quem ainda está disposto a investir. E quem não pagar a renda; rua!

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