... ou será a mesma estratégia do anão da propaganda?
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Diz o Primeiro-Ministro, com aquele esgar cínico que a televisão capta em direto, que "há resistência dos docentes". É o clássico truque de quem governa sem assumir a incompetência, quando o barco afunda, culpa-se a tripulação, nunca o capitão. Assistimos a um falhanço completo, exclusivo e vergonhoso do Ministério da Educação na gestão e logística dos exames nacionais, mas a culpa, dizem eles, sem ponta de vergonha na cara, é dos professores que resistem. Estão a cuspir nos únicos que não falham e estão a salvar a cara da Educação seus bandalhos!
O Ministro da Educação e o Primeiro-Ministro andam há dias a sacudir a água do capote com justificações tontas, cortinas de fumo e fait divers patéticos para tapar o sol com a peneira. Já merecem a promoção para palhaços. O colapso das plataformas, os erros de palmatória e a desorganização que deixou milhares de alunos e escolas em sobressalto não são fruto de "resistências", são o resultado direto de uma liderança incompetente que trata a educação pública como um fardo. A responsabilidade total e inequívoca é destes dois rostos da arrogância política. Aquele armazém do conhecimento diz tudo sobre a mediocridade que trata dos exames.
O guião desta má comédia já está escrito. Pela atitude complacente e corporativa de São Bento, o Ministro da Educação não cai, fica bem seguro no cargo, blindado pela solidariedade partidária de quem prefere salvar a pele do aliado a salvar a escola pública. Este Montenegro que vinha combater a corrupção, lembram-se? Está tal e qual o Albuquerque. Vão se entender depois de mais um teatrinho. Enquanto o ministro vegeta no ministério, a educação continuará a ser desmantelada à vista de todos. É disto que se trata. Privatização. O objetivo final é claro, empurrar o sistema para um modelo de privatização das avaliações, onde o Estado abdica das suas funções e abre as portas ao negócio privado do ensino. Uma vergonha nacional assinada em direto e a rir.
Mas já agora, não foi este bandalho que, no congresso do PSD, disse que íamos ter um Fundo Soberano para recuperar a posse de áreas estratégicas do país, para o Estado ter capacidade de ordenar ou de as transferir de volta para as suas mãos, e agora anda a vender a refinaria da GALP à Moeve? Parem de mentir, palhaços! Vocês privatizam tudo e quando privatizam sai as asneiras do tempo de Passos Coelho. Vocês precisam é de derrota eleitora, mas que ela não venha pelos CTT, vocês são o clàssico partido tradicional a abrir portas à extrema-direita.
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