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Portugal parou. Ronaldo lesionou-se e entrou Eder à força e qual Gonçalo Ramos teve oportunidade de entrar e marcar, Contra as probabilidades, contra o favoritismo da casa e mesmo sem o nosso capitão em campo durante a maior parte do jogo, provámos que a resiliência era o nosso superpoder.
Aos 109 minutos a história se escreveu com as letras mais improváveis. O remate rasteiro, forte, de fora da área. O voo impotente de Lloris. O golo do Éder.
Aquele chuto não levou só a bola para o fundo das redes, levou o grito guardado de milhões de portugueses, na pátria e na diáspora. Mostrou que, quando todos nos dão como vencidos, é aí que nos tornamos gigantes.
Uma década depois, o orgulho de Saint-Denis continua intacto. Obrigado, Seleção. Obrigado, Éder!
Para todos os bons entendedores das entrelinhas, ganhamos o Euro de 2016 sem o "banco" que temos hoje. Às vezes o destino atravessa-se.
Obrigado Madeira Opina por existires.
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