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O novo site do JM

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uitos já repararam no novo site do JM, está apelativo, parabéns. No entanto há um pequeno pormenor que talvez ninguém tenha pensado ou negligenciaram. Ao aceder ao site temos a sensação de que nunca termina de carregar, com o ícone do navegador a rodar ou a barra de progresso constantemente ativa, é um "problema" muito comum em sites de comunicação social modernos, deve-se a um conjunto específico de fatores técnicos.

O site funciona e permite ler as notícias porque o conteúdo principal (texto e imagens das notícias) é carregado logo no início, mas o navegador continua a trabalhar "nos bastidores". 

Os sites de notícias dependem fortemente de redes de anúncios (como o Google AdSense e outras plataformas programáticas). Estas redes não carregam apenas uma imagem estática, correm scripts complexos que tentam perceber quem é o utilizador para mostrar anúncios personalizados. Além disso, muitos destes blocos de publicidade atualizam-se sozinhos de X em X segundos (ad refreshing), o que faz com que o navegador sinta que a página nunca parou de pedir dados à internet.

Para além dos anúncios, o site carrega dezenas de ferramentas invisíveis para medir as audiências, analisar onde os utilizadores clicam, interagir com redes sociais (Facebook, Twitter/X, Instagram) e validar cookies. Como estes sistemas trocam dados constantemente com servidores externos, a ligação permanece aberta.

Para evitar que o site fique incrivelmente lento a abrir, muitos sites modernos usam lazy loading. Isto significa que os elementos (especialmente imagens pesadas mais abaixo na página ou secções como as "Mais Lidas" e "Últimas") só são descarregados quando o utilizador faz scroll (desce na página). Para o navegador, a página continua em processo de carregamento ativo à medida que o utilizador navega.

Qual o problema? O site consome muitos recursos. Embora o computador, telemóvel ou tablet consiga lidar bem com isso (porque os processadores modernos gerem estas tarefas em segundo plano), este comportamento tem um impacto direto nos dispositivos. Cada script de publicidade e rastreio que fica a correr em segundo plano vai ocupando espaço na memória RAM do equipamento. Se tivermos muitas abas abertas, pode-se notar o navegador mais lento.

Como o processador é constantemente chamado a correr novos pedaços de código de publicidade ou a atualizar elementos da página, há um gasto contínuo de energia. Se estivermos a navegar num telemóvel ou tablet, isto reflete-se num desgaste mais rápido da bateria e, por vezes, num ligeiro aquecimento do aparelho.

Se estivermos a usar a rede móvel (fora de Wi-Fi), este fluxo contínuo de pequenos carregamentos consome mais dados do plafond mensal do que o estritamente necessário para ler as notícias escritas.

É claro que não precisamos de nos preocupar com a segurança do equipamento (até ver se não ficam desleais como o DN), o site é seguro. O facto de "nunca parar de carregar" é apenas o motor de publicidade e métricas a trabalhar continuamente em segundo plano, algo que, infelizmente, se tornou o padrão na imprensa digital atual para rentabilizar os sites.

Mas, o ónus fica, parece que só o site do JM conta e não é assim, lá se vai bateria, aquece mais o equipamento e consome mais pacote de dados. Todos nós sabemos que hoje em dia o maior número de acessos é por telemóvel, o excesso de publicidade satura os leitores e faz desistir.

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