Partidos e o assalto ao poder.


P recisam os partidos de gente competente, honesta, com elevado sentido ético e moral, com elegância na alma, com diversas formações académicas e currículos de excelência, de modo a se governar e administrar a “coisa pública”. Encontramos muito poucos.

Em vez disso, o que encontramos é apenas gente onde nem o prefixo Sr. ou Srª é-lhes atribuído e merecido, pois este conquista-se com décadas de exemplos e de actividade na comunidade, outros porém, os tais, de Dr. ou Drª, assim como outros de diferentes graus de licenciaturas, bastam no máximo 4 a 5 anos de frequência em qualquer universidade para os ganhar, e alguns saem logo de papo inchado, numa superioridade saloia.

Os partidos de poder são máquinas de ocupação de lugares na administração pública. Mesmo com métodos de selecção mais apurados, os partidos criam escapes para contornarem as leis que eles próprios criaram, com o objectivo de dificultar as nomeações de pessoal do aparelho.

Aqui, os nomeados exibem  o obrigatório “cartão partidário” e todos eles “juram pela minha honra”, importa a vassalagem partidária, ela está acima da competência e da capacidade pessoal para governar ou administrar, os nomeados são “carneiros ao serviço do partido”.

Foi assim com Governos do PS de José Sócrates 2005-2011, com Passos Coelho 2011-2015 e com António Costa 2015- ..., tem sido assim sempre “ jobs for the boys”, com todos os governos em 150 anos nada mudou, nem com a democracia, o clientelismo e o caciquismo dominam a vida politica e os governos que afundam Portugal na miséria, pela mão de gente em saldos e incompetente, que se vendem por trinta dinheiros e enriquecem com milhões.

Aqui na Madeira, desde a conquista da autonomia acontece o mesmo, o clientelismo político e o caciquismo mexe e manda em tudo, desde organismos públicos, empresas e IPSS, o poder laranja tem tentáculos avantajados. Temos também uma divida regional, um monstro que afoga os cidadãos e enriquece os “Donos Disto Tudo”, estes DDTs dominam e controlam a economia regional, assim como dominam o poder político que alimentam e que, por sua vez, os amamentam. 

A Madeira está à frente do território nacional em termos do rácio da dívida. No primeiro trimestre atingiu os 94,6% do Produto Interno Bruto (PIB) o que contrasta com os 123%. Contudo o nível de endividamento é mais elevado quando comparado com a União Europeia a 28, (80% no quarto trimestre de 2018) e a Zona Euro (85,1%), de acordo com os dados da Direcção Regional do Orçamento e Tesouro. Notícias de 06 Agosto 2019.

A transcrição do parágrafo anterior espelha o mau desempenho do Governo Regional da Madeira e de todos, sem excepção, que governaram nos últimos 40 anos. É caso para perguntarmos a todos em que bolsos estão na sua maioria esses 6,3 mil milhões de euros, e quem deles beneficiou, pondo todo um povo de cócoras a pagar essa divida. Mais, existem dúvidas se esse dinheiro foi mesmo necessário, face ao que foi feito e justificado, já que em termos de descontinuidade territorial, a RAM continua isolada e se comparada com outros, como os nossos vizinhos das canarias assim como da Grécia, estamos a anos-luz em termos de mobilidade marítima.

Em Setembro, lembre-se povo que vota e que paga a divida, como devem votar, devem votar no sentido de lhes retirar maiorias absolutas, abrindo caminho para responsabilizar quem provocou a situação, a monstruosa divida que ainda se paga e da qual dizem ter pago 700 milhões, para logo a seguir pedirem um financiamento de 300 milhões. Assim, a divida nunca acaba. Foi também jeitoso de se ver estes políticos, no ultimo ano da governação, todos a viajar e a gastar centenas de milhares de euros. 

A Madeira é um bailinho e partidos como o CHEGA, a IL, o CDS são todos clientes do PSD-M, existem para manter o ramalhete laranja, é crucial que o madeirense abra os olhos.

Enviado por Denúncia Anónima.
Quinta-feira, 22 de Junho de 2023
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