O Mundial de futebol já estava ferido pelas atitudes do Trump, pelos Vistos, pelas ameaças do ICE, agora vem a cereja no topo da asneira, atacar o Irão com um Mundial pela frente é um pitéu.
E
- Bases dos EUA no Golfo. Foram confirmados impactos ou interceções em Al Udeid (Qatar), Al Dhafra (EAU) e nas instalações da Quinta Frota no Bahrein.
- Território de Israel: Soaram alarmes em várias regiões.
Os EUA sempre se sentiram seguros atacando longe do país, mas o terrorismo é capilar e acorda do nada com as células adormecidas, aguardando a sua hora. Os EUA podem pensar que o Irão fica longe, mas ponha-se a pau com Terrorismo e o Mundial de 2026, mesmo que atinjam o regime iraniano
Historicamente, quando o Irão ou os seus aliados (como o Hezbollah) enfrentam uma superioridade militar convencional esmagadora dos EUA, a resposta tende a ser assimétrica. Isto significa que, em vez de um confronto direto, podem recorrer a ataques fora do campo de batalha tradicional. O Mundial de Futebol, sendo o maior evento mediático do mundo, torna-se um "alvo suave" (soft target) de alto valor simbólico. O terrorismo é uma questão de doer e atingir o ego, desmoralizar.
O Irão já classifica as ações militares dos EUA como "terrorismo de Estado", argumentando que os ataques de hoje visam desestabilizar o regime e punir a população. Pelo seu lado, os EUA justificam a operação como "defensiva e preventiva" para impedir que o Irão obtenha armas nucleares e para proteger os seus aliados. Sabendo que o regime do Irão não é flor que se cheire, não sei se o ataque tem mais a ver com Epstein Files do que bomba nuclear a uma semana de distância nas mãos do Irão.
Com o conflito a escalar agora em fevereiro, a segurança do Mundial entra em alerta máximo por três razões principais:
- Células adormecidas: o risco de grupos pró-Irão tentarem ações em solo americano durante o torneio.
- Ciberataques: o Irão possui capacidades ofensivas cibernéticas que podem visar a infraestrutura digital do evento (bilhética, comunicações, transmissões).
- Polarização social: o evento pode ser palco de protestos violentos ou incidentes isolados motivados pela política externa dos EUA.
Tudo já estava errado neste Mundial de Futebol que alguns estarem encomendados para os EUA depois de Trump ter o desplante de ficar com a taça. O ataque ao Irão é outra camada de problemas, quiçá a mais grave. A probabilidade de os EUA serem alvo de tentativas de ataques (que Washington classificará como terrorismo) durante o Mundial aumentou exponencialmente hoje. A segurança nacional americana, que já estava sob pressão devido à política de deportações massivas e tensões internas, enfrenta agora o desafio de blindar 11 cidades anfitriãs contra um inimigo externo com sede de retaliação.
Entretanto, os ficheiros Epstein vão se esfumar da cena mediática, porque Trump tem dinheiro do Estado para criar diversões quando as informações sonegadas estão demasiado próximas deles.
Tem todas as razões, para além dos preços, para não ir para os Estados Unidos ver futebol. Tem um grande hipótese de ser "roubado", hostil e sob ameaça terrorista. Mas se gosta de tudo isso e de jogos suspensos pelo tempo atmosférico, força, até porque sabemos que o tempo também tem humor para atacar quem não acredita em Alterações Climáticas.
Entretanto o Irão espalha a guerra:
- Bahrein: Foi um dos alvos principais. O Irão confirmou o ataque à sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA em Manama.
- Catar: Explosões e sirenes de emergência foram ouvidas perto da Base Aérea de Al Udeid, a maior instalação militar americana na região.
- Emirados Árabes Unidos (EAU): Foram registadas explosões em Abu Dhabi e Dubai. Há a confirmação de uma vítima mortal (um cidadão de origem asiática) devido à queda de destroços de um míssil interceptado.
- Kuwait: Relatos de ataques dirigidos à Base Aérea de Al Salem.
- Iraque: Foram registadas explosões e vítimas em bases que albergam milícias pró-americanas e forças residuais dos EUA no sul do país.
- Jordânia: As autoridades jordanas confirmaram a interceção de pelo menos dois mísseis balísticos que atravessavam o seu espaço aéreo.
- Arábia Saudita: Houve relatos de explosões em Riade, possivelmente resultantes de interceções perto de instalações militares que apoiam as operações americanas.
Nota: vai faltar armamento à Rússia? Trump sem querer desajuda o amigo Putin na Ucrânia.
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