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O Jardim mais pequeno

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E

u não sei se o Élvio Sousa está assim tão errado, reparem que Jardim sabe como anda a Governação e a democracia no seu partido. Ele também se sente impotente para lutar contra a máquina que criou e cujos dependentes são cães de fila para garantir o seu bem estar.

E se Jardim está mais do que a instruir pela Autonomia o JPP num evento? E se está a mostrar um caminho alternativo para a alternância através de um partido sem ideologia? A máquina criada por Jardim foge do seu criador e a alma não sossega. Ele sabe plenamente que o muito que se diz nas redes sociais e anónimos é verdade, perante uma comunicação social que ele já resvalou a dizer que é favorável ao poder. Também sabe que é preciso um plano B, caso a Justiça imploda a máquina.

Estamos a assistir a uma mutação no panorama político da Madeira. O JPP está a ocupar o espaço do "orgulho regional" que o PSD-M parece ter deixado vago ou fragilizado. Ver figuras como Jardim e João Carlos Abreu numa conferência do JPP é um sinal de que a Autonomia está a ser renegociada e que as velhas fronteiras partidárias estão a cair em nome de uma causa maior (ou de uma sobrevivência política mútua). Albuquerque e Jesus são duas nulidades superadas por Jardim e João Carlos Abreu... repararam?

Para o JPP, ganhar o respeito de Jardim nesta matéria é um trunfo estratégico. Significa que o partido conseguiu posicionar-se não apenas como oposição, mas como um herdeiro legítimo da defesa dos poderes regionais perante Lisboa. É o reconhecimento de que o discurso autonómico e bairrista do JPP "pegou" no eleitorado que antes era fiel ao antigo presidente. Se o "erro" for estratégico, o "veneno" acabará por afetar quem não se souber adaptar a esta nova frente autonómica.

A União contra o "Inimigo Comum" (Lisboa) une várias forças políticas que estão a preparar propostas de revisão. O objetivo é claro:

  • Eliminação do cargo de Representante da República.
  • Mais poderes no domínio marítimo e segurança pública.
  • Maior autonomia fiscal.

A frase de Jardim, "Se a gente aparece no Parlamento da República divididos... é o que eles querem", resume a urgência de uma frente comum madeirense.

Ultimamente só se nota Filipe Sousa na Assembleia da República, os 3 deputados do PSD-M estão desconfortáveis e sem expressão. Por outro lado, só há um indivíduo capaz de por Albuquerque a espumar de raiva, e se isso acontece é que sabe acertar onde dói. Nada como o Jardim maior instruir o Jardim mais pequeno: Élvio Sousa.

  • https://www.facebook.com/reel/890546154030262
Nisto tudo é preciso vincar que Albuquerque está a governar desvairadamente fora do eleitorado, viagens megalómanas, golfe megalómanos, Saúde à deriva, madeirenses sem poder de compra no meio de tanto PIB. Entre outras, é preciso dizer que continuam a ser os eleitores a decidir o futuro, por muito que o PSD compre votos.

As alterações da União Europeia sobre os subsídios que envia e a crise do Golfo, que está para crescer e não diminuir, vai ditar uns tempos descontrolados. Em que o dinheiro público está preso para loucuras que infraestruturam o sucesso de privados e da falta da U.E. para o apoio social e produção (agrícola).

O risco do JPP é no futuro ser acusado de colaboracionista, se falhar, e afinal a revisão for o aperfeiçoamento da máquina que suga.

Vou deixar uma pergunta traiçoeira mas com lógica para esbater tudo isto e mostrar que este é um episódio em muitos do JPP a auscultar as forças vivas. Quando convidam Carlos Pereira do PS/Setúbal para concertação de posições?

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