Os políticos não querem viver a realidade que criam aos madeirenses.
Nem arriscar o "seu".
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Estão a ver continente? Na Madeira estão sempre a ganhar!
Como estes indivíduos estão conscientes do desfasamento existe entre a realidade das elites partidárias à sombra do poder, do que intoxicam a sociedade e a realidade vivida pelo cidadão comum na Madeira.
A proposta de alargar a militância na JSD, quando o padrão histórico costuma ser os 30, é caso para dizer que a "Juventude" que não envelhece. É contrassenso biológico e social. Aos 35 anos, na "vida real", os madeirenses estão a tentar pagar créditos à habitação, a gerir carreiras ou a criar filhos.
Manter alguém como "jovem" até aos 35 é uma recusa em largar o palco ou uma dificuldade em renovar quadros. Cria-se uma classe de "profissionais da juventude" que vivem numa bolha partidária antes de sequer passarem pelas dificuldades do mercado de trabalho privado.
Em vez de a política ser um serviço temporário, parece tornar-se um plano de carreira vitalício, onde as regras são moldadas conforme a conveniência de quem lá está.
Esta é uma casta política que vê a autonomia como um património pessoal e não como um instrumento de serviço à população.
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