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"Bunite service" com o Aedes aegypti.

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sta notícia do Diário de Notícias, datada de hoje (28 de Abril de 2026), traz dados extremamente preocupantes e que servem de "rastilho" para uma reflexão séria sobre a saúde pública na nossa Região. Um aumento de 68% na presença do mosquito Aedes aegypti num único ano não é apenas uma estatística ambiental, é um aviso de segurança nacional. Agora é que vamos ser pulverizados nos aviões.

A notícia confirma que foram detetados mosquitos com o vírus da Dengue tipo 2 (DENV2) em amostras na Madeira. Isto significa que o vetor não está apenas presente, ele está infetado.

A "Fatura" da Madeira Tropical! Durante anos, vendeu-se a imagem da Madeira como um paraíso tropical para atrair investimento e turismo. O problema é que, com o clima tropical, vêm os riscos tropicais. Se não houver um controlo rigoroso, estamos a abrir a porta a doenças que tínhamos erradicado ou que nunca tivemos, como a Febre-Amarela, Zika ou Chikungunya. Quase humor negro, também abrimos portas à imigração que pode importar a doença.

Num mundo globalizado e com os fluxos migratórios e turísticos que a Madeira hoje regista, o risco é exponencial. Um passageiro que chegue de uma zona endémica e seja picado aqui pode iniciar um surto local em poucos dias. A rede de vigilância (REVIVE) identificou 7.189 ovos em 2025, o que mostra que o mosquito está "em casa" e a reproduzir-se a um ritmo alarmante.

A notícia deixa transparecer algumas lacunas que podem ser lidas como negligência!

Vigilância nos portos e aeroportos? Embora se diga que a vigilância foi feita, a realidade é que o mosquito continua a expandir-se. Se o aumento foi de 68%, os métodos de contenção estão a falhar.

A estética vs. a segurança? Enquanto se investe em "vender" a ilha, parece haver um desinvestimento na desinfestação e na limpeza de focos de água estagnada, essenciais para travar este avanço.

Falta de literacia? A população precisa de saber que isto não é apenas "uma melga". É um agente transmissor de doenças graves que podem paralisar o sistema de saúde regional.

Vender a "Madeira Tropical" foi uma estratégia de marketing eficaz, mas agora a Região tem de lidar com as consequências biológicas dessa tropicalização. Se o Governo Regional e as autoridades de saúde não agirem com mão de ferro no controlo de vetores e na monitorização de quem chega de zonas de risco, será uma crise sanitária sem precedentes.

O mosquito estabeleceu-se em 2005 e, 21 anos depois, em vez de estarmos a ganhar a batalha, os números mostram que estamos a perder terreno. É o preço de um crescimento que, por vezes, ignora a segurança básica em prol do cartaz.

Perdemos o bom turismo e depois vendemos tropical em vez de ameno... vão somando os erros! Vejam o que temos! Aquele Plano de Recuperação e Resiliência não pensou neste caso de Saúde Pública? Campos de Golfe com charcos incubadores?

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