14/05/2026, 2:37:56
Primeiro houve incúria e agora falta de vontade. Temos visto agressões ao património edificado, histórico, classificado, etc, agora há mais um episódio com a Capela da Vida que foi à vida. Depois da Capela de Nossa Senhora da Vida ter colapsado parcialmente no passado dia 15 de março, agora vemos as prioridades em direto. A forte procura imobiliária deixa a religião e a fé em segundo plano, os proprietários não demonstram disponibilidade para vender ou ceder parcelas. A malta quer exposição ao mar e facilidade de acesso à costa, um sítio apetecível milhões. Os estrangeiros vão ter casa à beira mar e a Madeira não vai ter a sua capela de volta, certinho! Albuquerque está a gentrificar a Madeira. O valor social e espiritual de um local não compete com o valor financeiro, se fosse bispo abria os olhos sobre os seus amigos. Que bom ver o monstro a se engolir a si mesmo, havendo vontade política, o poder público fica refém dos preços especulativos praticados atualmente. O monstro mata-se a si mesmo, vai perder o braço político. A paisagem vai ser de betão, exclusiva para quem pode pagar um milhão ou mais pela vista mar. Afinal a Igreja do poder também está a ser expulsa como os fiéis.
14/05/2026, 3:48:04
Em momentos de crise até os eleitores de Direita gostam da Esquerda. Vão tarde, para aprender. Agora vem o Pacote Laboral e vão chorar pela Esquerda quando perceberem o que querem na prática, "dinâmica económica", mas que carrega o peso de ser um retrocesso nos direitos conquistados pelos trabalhadores. Agora vem a facilidade em despedir, o trabalhador fica ainda mais refém das necessidades pontuais quebrando o equilíbrio entre trabalho e família. E se for todos os dias? Montenegro rotula a defesa de direitos básicos como "intransigência", sinaliza um retrocesso na valorização do diálogo social. Escrevam isto, não vão "gerar mais valor" nem "pagar melhores salários", é o engodo de sempre. Com a classe empresarial fuinha da Madeira, uma região onde o custo de vida é elevado e a precariedade no setor dos serviços é uma realidade, estas alterações a nível nacional vão ser devastadoras. O capital tem prioridade absoluta sobre o bem-estar civilizacional de quem trabalha. Montenegro trata o trabalho apenas como um custo a ser reduzido e não como um direito a ser protegido é, de facto, recuar décadas na construção de uma sociedade equilibrada. Vai tudo para pior.
14/05/2026, 5:93:21
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