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O curioo é que a IKEA justificou o fecho assumindo que este conceito "não é, provavelmente, a solução ideal para a Madeira", admitindo que os clientes preferem a "venda direta em loja". Desculpe, qual o mercado que não prefere loja física?
E se a IKEA sabe de tudo porque não aposta na loja? É o fantasma do "Caso LIDL" na Madeira? Aposta-se? A palavra passa-se! O LIDL comprou terrenos, projetou lojas e viu os seus licenciamentos serem constantemente travados... O grandes não querem nem precisam de "padrinhos".
O mercado de distribuição e retalho na Madeira é altamente concentrado e protegido. A entrada de gigantes multinacionais que esmagam os preços (como o LIDL no setor alimentar ou uma grande loja IKEA no mobiliário) ameaça os interesses dos grandes grupos económicos locais que controlam o comércio na Região. Não precisam de confusões, não falta lugares para abrir lojas.
Montar uma grande operação física na Madeira exige ultrapassar barreiras logísticas pesadas (o transporte marítimo de mercadorias volumosas) e, acima de tudo, enfrentar uma guerra de bastidores pelo território e pelas licenças de construção. Tanta confusão e monopólios.
O IKEA prefere manter o mercado madeirense à distância, operando apenas por via digital com entregas pagas, do que entrar numa batalha de licenciamentos, lóbis e "confusões" políticas para fixar uma grande infraestrutura física na ilha. Para a marca, é mais seguro recuar estrategicamente com um "até já" simpático do que queimar dedos no complexo xadrez empresarial da Madeira. A mesma resposta do LIDL mas sem investimento.
A nossa fama vai longe.
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