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A sintonizar estações...

Submergíveis da cerca, nova política de transportes do Eduardinho.

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sta imagem confirma a ineficácia das barreiras físicas para conter o fluxo de turistas numa zona sensível como o Fanal e a falta de respeito pelas regras. Está cada vez mais difícil não dizer que low-cost não traz turismo rasca. Eduardo Jesus transformou completamente o turismo para bem pior depois da Covid, agora em vez de um destino "sério" somos um parque de diversões com as crianças a passar por entre os dedos do Eduardinho.

Agora até as vedações têm elasticidade, ele achava mesmo que ia "educar" as massas com arame e postes? O resultado está à vista de todos, turistas a passar por baixo das barreiras, ignorando as regras em plena natureza protegida. 

Pensaram que gerir a sustentabilidade da Madeira seria colocar estacas de madeira, mas esqueceram-se de que a política de "portas escancaradas" atrai todo o tipo de turismo. Substituímos a qualidade pelo turismo rasca de massas. O resultado desta governação está à vista no dia a dia dos madeirenses:

  • Saturação total, trilhos entupidos, miradouros transformados em feiras e as nossas serras descaracterizadas.
  • Caos na mobilidade, estradas e acessos completamente infestados por autocarros e milhares de carros de aluguer que paralisam a ilha.
  • Custo de vida incomportável, o habitante local foi empurrado para segundo plano, sufocado pela inflação, habitação a preços proibitivos e a perda de identidade da sua própria terra.

Vender a Madeira ao desbarato e depois tentar tapar o sol com uma peneira (ou com vedações) é um insulto à inteligência dos madeirenses. A Madeira precisa de limites nesta carga, de fiscalização a sério e de uma estratégia que proteja quem cá vive, em vez de focar apenas no número de cabeças que aterram no aeroporto.

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