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Baixar o IVA é uma "catástrofe" para o esbanjamento em campos de golfe?

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A nova Madeira velha.

D

iz o Governo Regional, pela voz do Secretário das Finanças e do Secretário da Economia, que reduzir o IVA na Madeira seria uma "catástrofe" para as contas públicas. Uma "catástrofe"? Para quem? Certamente não para o cidadão comum, que vê o seu poder de compra asfixiado todos os dias no supermercado, na botija de gás, nos combustíveis e na habitação. Catástrofe? Da maneira como o dinheiro público infraestrutura campos de golfe, não deve desorientar o pagamento da dívida.

A verdadeira catástrofe que este executivo teme não é o colapso financeiro da Região, mas sim a perda de liquidez para alimentar a máquina de propaganda, o clientelismo e as obras públicas inventadas que continuam a enriquecer os suspeitos do costume. Para os monopólios que controlam os portos, a distribuição e o betão, há sempre milhões, borlas fiscais para empresas dos amigos e reajustamentos de custos. Mas para o madeirense que trabalha e não consegue chegar ao fim do mês, a resposta é um encolher de ombros cínico... "não se pode baixar o IVA, senão o regime perde o pé."

As razões que apresentam para não baixarem as taxas de IVA, que subiram de 16% para 22% no tempo do PAEF e por lá continuam, são de um cinismo sem limites!

Usam a burocracia e a relação com o Estado como escudo. Dizem que descer o imposto sem rever a lei seria um "erro grosseiro" que desresponsabilizaria a República. Na verdade, usam a insularidade não para defender o povo, mas como pretexto para manter a Madeira como a região com a carga fiscal mais sufocante. É a desculpa da Lei das Finanças Regionais.

A mentira de que a descida não chega ao consumidor é outra! Argumentam que baixar o IVA não garante a descida dos preços nas prateleiras. Se assim é, para que servem as secretarias da tutela e a fiscalização? A ARAE não vai a supermercados? Só aos ovos de Santana? É a assunção de incompetência pura, admitem que são incapazes de controlar os cartéis e os monopólios que criaram e alimentaram, deixando o consumidor final à mercê da especulação.

A inflação aperta a carteira das famílias, mas engorda brutalmente a receita fiscal do Governo Regional. Quanto mais caros estão os produtos, mais IVA o executivo arrecada. O sofrimento do povo é o oxigénio financeiro de um regime que gasta à tripla para manter as aparências.

Ao recusar liminarmente as propostas de redução fiscal, o executivo demonstra uma insensibilidade total perante o custo de vida. Aquele que eles próprios aumentam com as suas políticas. Optam por manter uma economia que, como bem se nota, concentra a riqueza financeira no topo e distribui a angústia pela base. Criam uma elite que aniquila concorrentes, domina portos e dita decisões políticas, enquanto a classe média desaparece e os mais desfavorecidos são empurrados para a dependência de apoios sociais pontuais, a esmola que compra votos na véspera das eleições.

Não há falta de dinheiro na Madeira, há sim uma deliberada má distribuição da riqueza. Para as rotundas inúteis, para os ajustes diretos e para os "amigos do regime", a torneira está sempre aberta. Para aliviar a fatura de quem trabalha, o discurso é o do medo e da "catástrofe".

Basta de hipocrisia. A única catástrofe em curso na Madeira é a permanência deste esquema que empobrece o povo para garantir a imunidade e o luxo de meia dúzia.

Nota: já agora, isto é outra hipocrisia quando estas política aceleram o definhar do número de Madeirenses neste Inverno Demográfico:

  • Mais madeirenses para sermos ainda mais portugueses
  • https://www.dnoticias.pt/2026/7/14/499062-mais-madeirenses-para-sermos-ainda-mais-portugueses/

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