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"M*m*r" é bom!

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A

 notícia do Diário de Notícias de hoje (21 de julho de 2026) deixa em evidência a fragilidade do tecido empresarial e do modelo económico da nossa Região, no primeiro semestre de 2026, a criação de empresas caiu 20,2% e os processos de insolvência dispararam mais de 100% (de 14 para 30), enquanto as dissoluções subiram 17,2%.

A cronologia dos dados ajuda a compreender a lógica por trás destes números, acabou o PRR e as empresas na hora para "m*m*r". Assim empobrece o madeirense, que está cada vez menos resiliente a ver mais monopólios e mais riqueza nos mesmos.

É de suprema HIPOCRISIA se falar da subsídio dependência dos necessitados e fazer deles o bode expiatório, quando a «Dependência do Subsidiodependente» e do PRR é evidente. Durante os anos de injeção financeira do PRR e dos fundos comunitários de recuperação post-pandemia, viveu-se uma ilusão de crescimento artificial. Criaram-se estruturas e empresas muitas vezes dependentes do fluxo de dinheiros públicos e de apoios a fundo perdido. Quando os fundos terminam ou abrandam, a capacidade real de sobrevivência destas empresas fica a nu.

"M*m*r" enquanto dura, fechar quando acaba, e o madeirense sempre cada vez mais entalado enquanto falam por ele para justificar tudo. Somos uns ignorados na própria terra, as elites engolem. A facilidade em abrir empresas no calor dos incentivos sem plano de sustentabilidade a longo prazo faz com que, assim que a fonte dos apoios seca ou as margens estrangulam, o tecido empresarial sofra um choque repentino. A falta de resiliência estrutural leva ao encerramento ou à insolvência imediata.

Este ciclo vicioso prejudica diretamente quem vive e trabalha na Madeira. A perda de postos de trabalho, a precariedade e a fragilidade do setor privado mantêm os salários médios desfasados do custo de vida (especialmente com a pressão na habitação e na inflação do turismo), tornando a população cada vez menos resiliente e mais vulnerável a qualquer oscilação económica. É o  impacto directo no madeirense... às claras, para quem quiser ver. 

Sem uma verdadeira estratégia de sustentabilidade económica, que vá além do turismo massificado e do aproveitamento conjuntural de fundos europeus, o resultado será a perpetuação de um ciclo de dependência, onde quem paga a conta final é a população local. Que depois ainda leva com as culpas.

Emancipem-se porque isto é um bordel descarado de putas finas.

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