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| As medidas da secretária. |
A pergunta de um milhão para Miguel Castro
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O problema é quando o guião encontra a realidade, segundo o que saiu na comunicação social regional, entrou em cena uma secretária/assistente vinda de Lisboa, associada ao funcionamento da estrutura. E, no meio de conversas públicas, surge ainda outra camada, seria paga com dinheiro ligado aos gabinetes/recursos dos vereadores. E é aqui que a política deixa de ser slogan e passa a ser pergunta prática, do cidadão que paga: vale a pena? Ou melhor: é boa ou não é boa?
- Se é boa secretária, Miguel Castro tem um problema de discurso. Porque, nesse caso, a bravata anti-Lisboa desmancha-se: afinal Lisboa não é “tutela”, é “reforço”, desde que venha para dentro e seja conveniente.
- Se não é boa secretária, Miguel Castro tem um problema de gestão. Porque aí não é incoerência, é desperdício, é nomeação sem retorno, é barulho para tapar o essencial, competência e resultados.
O mais curioso é o silêncio. Ninguém diz claramente o que interessa, o que faz, que valor acrescenta, quem decidiu e porquê? Fica tudo no nevoeiro, porque no nevoeiro a contradição não é contradição, é “narrativa”.
Por isso, a pergunta continua a valer um milhão, e é tão simples que assusta, Miguel Castro, a secretária é boa ou não é boa?
Se for boa, cai o discurso.
Se for má, cai a decisão.
Se ninguém responde, cai a confiança.
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