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Enquanto os grandes centros urbanos, as cidades forçadas ou não desta ilha, já possuem 5G e gozam de velocidades de ponta, parece que os concelhos mais periféricos não são tidas nem achadas para a coesão territorial. Significa que falar alto para o continente é uma coisa, mas olhar para a coesão dentro de portas é outra coisa. Cuidado porque com a libertação deste gado turístico na ilha, as exigência de rede são totais e não concentradas.
No Funchal e zonas turísticas, a cobertura é praticamente total e densa, o que dá resposta a residentes e não residentes, em particular a massa de nómadas digitais que exigem latências mínimas para o seu trabalho remoto.
Dizem, não é possível comprovar, que há um reforço significativo nas antenas de Santa Cruz, Machico e também em certas zonas da Calheta. Claro que a velocidade de implementação tem uma desculpa crónica, a orografia complexa da ilha continua a ser o maior obstáculo técnico, exigindo soluções de rede mais criativas do que no continente. Mas meus senhores, esta não é a quinta geração de experiências a este nível? Olha desculpas baratas.
Na Ilha Dourada há um reforço estratégico que tem em vista os picos de procura durante a época alta, para ninguém passar vergonha quando a população triplica. Mas às vezes penso que são soluções móveis...
Fui buscar estes pensamentos porque apesar de continuarmos num modelo de obras e na hotelaria, o governo gosta de se mostrar tecnológico nos superlativos, o que basicamente é gastar dinheiro em coisas impressionantes que desaparecem no tempo... A rede 5G é mais importante do que submarinos e campos de golfe, não se trata apenas de descarregar vídeos mais depressa. O 5G vai permitir, por exemplo, a implementação real de sistemas de mobilidade inteligente, como a monitorização de autocarros em tempo real que tanto defendemos para a região ou nas taxas e taxinhas remotas do Eduardo Jesus. O 5G é a base para um desenvolvimento homogéneo da Madeira, uma Madeira mais ligada e menos dependente da centralidade física do Funchal.
Também não estudaram esta insustentabilidade do turismo massivo? Irra!
Apesar dos avanços, ainda existem muitas zonas de sombra que precisam de investimento, o PRR não previu este apoio em benefício da Região? Da sua economia de turismo massivo extensivo por toda a região e em favor daquela tal "desconcentração" de turistas que salvariam o Eduardo Jesus. A tecnologia está cá, mas a sua distribuição justa por toda a Região é a próxima batalha política e social que teremos de acompanhar de perto.
E você, já tem um telemóvel 5G, o que tem visto com ele? Se calhar o que lhe estou a dizer.
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