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Patriotismo não é folclore!

Moderação 0

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er patriota não é odiar o vizinho. É trabalhar para que todos tenham casa, médico e salário digno. Patriotismo é dever, não espetáculo. É responsabilidade cívica, não gritaria com bandeiras. Convém, então, perguntar: o que significa amar um país em democracia?

Se entendermos patriotismo como compromisso com o bem comum, a resposta é simples. Amar Portugal é exigir escolas que funcionem, hospitais que cuidem e instituições que respeitem a lei. É pagar impostos e cobrar resultados. É proteger a soberania sem inventar inimigos. Não é transformar a nação num palco de ressentimento.

A extrema-direita confunde força com ruído. Apropria-se da palavra “pátria” para vender medo e simplismo. Onde o país precisa de trabalho e conhecimento, oferece folclore e chantagem emocional. Onde são precisas soluções, apresenta slogans. Chamemos as coisas pelo nome: xenofobia, misoginia e desprezo pelo Estado de Direito não são patriotismo. São sinais de pobreza política.

Um nacionalismo decente exige projeto. Exige investir na língua, na educação, na indústria e na transição energética. Exige habitação acessível, salários justos e transportes públicos eficazes. Exige instituições sérias e líderes que não precisem de gritar para ter razão. A política não é um concurso de volume; é um exercício de razão.

A Presidência da República existe para garantir unidade, moderação e respeito constitucional. Não governa por impulsos nem por insultos. Media, escuta e corrige excessos. Representa todos, sem exceção. Num tempo de polarização, esta função é vital para a estabilidade democrática.

É neste quadro que a escolha se torna clara. No dia 8 de fevereiro, recusamos o ódio e a estupidez disfarçada de patriotismo. Escolhemos a competência dos profissionais de saúde e dos técnicos do Estado. Escolhemos a seriedade institucional e a autoridade moral. Escolhemos uma ideia simples e exigente de país.

António José Seguro representa um Portugal que pensa antes de agir e constrói antes de dividir. Um Portugal que entende que a dignidade não nasce do insulto, mas do trabalho. Um Portugal que sabe que quem grita mais alto tem, muitas vezes, a voz mais vazia.

A pátria constrói-se com equilíbrio, inclusão e responsabilidade. Ama-se também quando se critica para melhorar. A bandeira é de todos, não é um estandarte de ódio. Portugal merece futuro, não nostalgia autoritária. No dia 8, escolhe a seriedade. Escolhe a dignidade. Escolhe governar com razão.

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